terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Planejamento Estratégico Pessoal - Como atingir objetivos pessoais

O ano de 2010 está chegando e antes de qualquer coisa gostaria de desejar a todos vocês um Feliz Ano Novo e que no próximo ano todos os seus desejos se realizem. Porque não trocar a frase realizar desejos por atingir metas pessoais? Hoje eu vou apresentar o que eu faço todo ano no mês de Dezembro para me preparar para o ano seguinte. Ou melhor, vou fazer junto com vocês o meu Planejamento Estratégico Pessoal. Vamos juntos definir objetivos pessoais e como monitorá-los ao longo do ano. Meu objetivo é que cada leitor desse blog tenha a capacidade para em 2010 conseguir tudo aquilo que desejar.


Vamos então elaborar nosso Plano, sugiro utilizar o EXCEL ou uma planilha eletrônica, se você não tiver muita familiaridade com planilhas não se preocupe, pode usar ferramentas como o WORD ou qualquer outro editor de textos. A vantagem das planilhas eletrônicas é a facilidade nos cálculos de indicadores e orçamentos, mas não se preocupe, tudo poderá ser calculado a parte e preenchido em seu texto.

Primeiro - Análise dos Resultados e Aprendizado

Sugiro você parar por 5 a 10 minutos e pensar sobre os principais aprendizados que você teve no ano, sejam eles positivos ou negativos. Coloque tudo no papel e analise o que precisa ser melhorado em 2010. Realize também uma análise FOFA (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças) ou SWOT (em inglês) para identificar oportunidades de melhorias e objetivos que precisará atender.

Segundo - Defina as principais perspectivas onde pretende elaborar objetivos

Se você conhece a metodologia do BSC saberá que as 4 perspectivas dessa metodologia são: Aprendizado e Crescimento, Processos Internos, Clientes e Finanças. Se você ainda não conhece clique aqui e saiba um pouco mais sobre BSC. Os objetivos e indicadores devem ser definidos dentro dessas perspectivas.

O que eu fiz foi elaborar as perspectivas para uma pessoa, ou seja, perspectivas pessoais. Eu sempre trabalhei com as quatro perspectivas abaixo, fique a vontade para criar as suas, não esqueça depois de compartilhar conosco. São eles:

I - Resultados Financeiros;
II - Vida Empresarial ou Profissional;
III - Vida Acadêmica ou Aprendizado;
IV - Vida Social


Terceiro - Estabeleça objetivos

Em cada uma das perspectivas crie objetivos a serem atingidos, os objetivos são as vontades maiores, aquilo que você deseja atingir. Por exemplo, "Visitar Florianópolis", "Obter um diploma de Graduação" ou ainda "Assinar dois contratos de consultoria". Uma perspectiva pode ter mais de um objetivo.

Quarto - Estabeleça indicadores para os objetivos

Os indicadores servem para medir o atingimento de objetivos. Sugiro ler a série de post sobre KPI - Key Performance Indicators ou simplesmente indicadores de desempenho, vai te ajudar muito na hora de criar indicadores.

Um objetivo pode ter mais de um indicador, não há limites para a sua criação. Crie também formas de avaliação para indicadores que não sejam mensuráveis de forma quantitativa. Um dos requisitos de um indicador é que ele seja mensurável, porém, percebi ao longo desses planejamentos que fiz que objetivos, principalmente os sociais, eram mais difíceis de medir, devido ao seu aspecto subjetivo. Não importa, defina avaliações e escalas de pontuação e classifique você mesmo, se o objetivo é importante, de alguma forma ele deverá ser acompanhado.

Quinto - Elabore um orçamento e fluxo de caixa planejado

Elabore uma planilha com todos os gastos do ano seguinte e todas as suas receitas, faça esse planejamento para cada mês do ano e controle futuramente em todos os meses. Eu acho isso uma ferramenta sensacional, antes de usar o planejamento estratégico pessoal eu já utilizava um modelo de orçamento e fluxo de caixa anual. É incrível poder saber que ao final do ano você vai ter dinheiro para realizar uma viagem, ou em que época do ano poderá fazer aquele curso que vai dar uma turbinada nos seus conhecimentos. Eu uso o EXCEL para fazer meu orçamento anual e meu fluxo de caixa, no ano passado o previsto ficou muito próximo do planejado, o processo realmente funciona se você controlar mensalmente seus gastos e resultados financeiros. Corra do cheque especial e de falta de dinheiro inconveniente ao final de um mês, realize um planejamento e controle eficiente dos seus gastos e tenha total noção de quando você vai ter mais ou menos dinheiro em caixa.

Sexto - Acompanhamento do Plano

Eu acompanho mensalmente meu plano, isso depende de cada um, acho suficiente a cada mês atualizar meus gastos e receitas, atualizar meus indicadores e propor mudanças na minha vida pessoal. Essa ferramenta só é eficiente se for acompanhada e ano a ano você conseguir realizar os seus objetivos. Muitos cursos e treinamentos que planejei aconteceram, viagens que nunca havia feito por não me preparar corretamente foram possíveis quando me planejei para que elas acontecessem, por isso, é a minha melhor recomendação para seu 2010 feliz, realize o seu Planejamento Estratégico Pessoal! No ano que vem, vamos ver se ele realmente foi importante para sua vida.

Por fim, desejo sucesso e que o ano que vem seja repleto de objetivos que possam, com seu trabalho e dedicação, se tornar realidade.

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

ABNT NBR ISO 14001:2004 - Requisitos para um Sistema de Gestão Ambiental - A Política Ambiental

A Norma ISO 14001:2004 define requisitos para um Sistema de Gestão Ambiental. Ela não define níveis de desempenho que uma organização precisa atender, mas sim a uma série de requisitos de planejamento, operação, controle e melhoria de resultados ambientais. Empresas de mesma atividade e porte podem ter a certificação em ISO 14001 e apresentarem desempenhos ambientais diferentes, por exemplo. Um dos requisitos da ISO 14001 é que a organização defina uma Política de Gestão Ambiental baseada nos seguintes requisitos.


A Norma apresenta no requisito - 4.2 Política Ambiental

A Alta Administração deve definir a política ambiental da organização e assegurar que, dentro do escopo definido do seu sistema de gestão ambiental, a política

a) seja apropriada à natureza, escala e impactos ambientais de suas atividades, produtos e serviços,

b) inclua um comprometimento com a melhoria contínua e com a prevenção de poluição,

c) inclua um comprometimento em atender aos requisitos legais aplicáveis e outros requisitos subscritos pela organização que se relacionem a seus aspectos ambientais,

d) forneça uma estrutura para o estabelecimento e análise dos objetivos e metas ambientais,

e) seja documentada, implementada e mantida,
f) seja comunicada a todos que trabalhem na organização ou que atuem em seu nome,
g) esteja disponível para o público.


A política Ambiental é o começo da implementação de um Sistema de Gestão de Ambiental, é o direcionador de todo o processo seguinte onde serão definidas as metas, competências, autoridades e documentos. Ela deve ser comunicada as partes internas e externas a organização
e é importante que todos estejam comprometidos em atende-la. Ela deve estar de acordo com o grau de impacto que a organização tem com o meio ambiente, variando a sua relevância em função dessa capacidade de causar impacto. E o mais importante, a Política do SGA deve atender a legislação ambiental pertinente ao negócio e a região local. Por isso, é preciso estudar outras leis e entender o negócio da organização e seus riscos ambientais potenciais.

Atualmente, a Engenharia e o Meio Ambiente são termos cada vez mais comuns e pessoas de ambas as áreas estão vendo suas vidas profissionais cada vez mais interligadas. Engenharias como a Civil, Elétrica, Ambiental e Produção estão coerentes a esse tema, com disciplinas obrigatórias durante a graduação e a pós-graduação. Por isso, pense no meio ambiente antes de imprimir um material inútil, realizar um projeto sem licença ambiental, gastar material de forma incorreta, ou até mesmo acender um cigarro. O ambiente profissional e a sociedade vão agradecer por isso.

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Atualização - Veja um panorama geral dos requisitos da norma ISO 14001

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

ISO 9001:2008 - Medição, Análise e Melhoria (Requisito 8)

Hoje estava relendo a norma ISO 9001:2008 e resolvi fazer um post sobre o requisito 8, mais especificamente o 8.1 Generalidades, é interessante identificar a aproximação do ciclo PDCA com a Norma ISO 9001:2008.

No conteúdo da Norma, escreve-se:

"8.1 Generalidades
A organização deve planejar e implementar os processos necessários de monitoramento, medição, análise e melhoria para

a) Demonstrar a conformidade aos requisitos do produto;

b) Assegurar a conformidade do sistema de gestão da qualidade, e

c) Melhorar continuamente a eficácia do sistema de gestão da qualidade

Isto deve incluir a determinação de métodos aplicáveis, incluindo técnicas estatísticas, e a extensão de seu uso. "

Vamos relembrar as 4 etapas do ciclo PDCA:

* Planejar
* Fazer / Executar
* Controlar
* Agir corretivamente

Na frase “ A organização deve implementar os processos necessários de monitoramento, medição, análise e melhoria” as etapas do PDCA em questão são: controlar e agir corretivamente. É importante perceber que a norma segue as etapas desse ciclo, quando apresentam – se os requisitos de política e objetivos da qualidade, competências, projeto e desenvolvimento, etc, o objetivo em questão é o planejamento. Agora no requisito 8 é exigido o controle e melhoria dos resultados da organização. Esse processo vai gerar insumos para o planejamento futuro.

Essa é a idéia do ciclo, o PDCA não termina, as etapas vão se alimentando e a empresa obtém com isso a melhoria contínua dos produtos e processos.

É importante que a medição ocorra não apenas nos requisitos do produto assegurando assim a sua conformidade, mas também nos processos necessários a manutenção do Sistema de Gestão da Qualidade, e a norma exige isso. É preciso atender aos requisitos do produto e também da ISO 9001.

Resumindo, se uma empresa não produz conforme os requisitos uma não conformidade deve existir, as causas devem ser identificadas e, em tempo hábil, a organização deve corrigir o problema (aqui estamos atendendo a letra a), e ainda se uma reunião de análise crítica não é elaborada, por exemplo, uma não conformidade deverá existir (agora estamos atendendo a letra b).

Melhorar continuamente a eficácia do SGQ significa a cada momento ter indicadores com melhores resultados e portanto metas mais agressivas, processos mais confiáveis e capazes, e consequentemente clientes mais satisfeitos.

A norma não indica quais métodos, ferramentas e estatísticas utilizar, uma boa indicação são as sete ferramentas da qualidade.

Essas ferramentas já foram apresentadas aqui no Total Qualidade e você pode baixar gratuitamente.

Video Aula 1 - Como fazer Fluxogramas utilizando o Visio 2007
Video Aula 2 - Diagrama de Pareto e Folhas de Verificação
Video Aula 3 - Diagrama de Ishikawa (Causa e Efeito) e Histograma
Video Aula 4 - Gráficos de Controle e Plano de Ação 5W2H1S

Abraços,
Rigoni
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Baixar Fluxograma de Operação ou Fluxograma Vertical - Download de um modelo em Excel 2003

Olá pessoal, hoje trouxe um material referente a fluxogramas de processo. Este é um modelo impresso para preenchimento de atividades de operação, que envolvem transportes, inspeções, armazenagem, espera e operações. A vantagem desse tipo de fluxograma é que ele já está elaborado e impresso sendo necessário apenas imprimir e preencher as atividades conforme o mapeamento. Os fluxogramas são uma importante ferramenta para o planejamento do trabalho e para permitir entendimento, análise e melhoria do processo.

A importância dos fluxogramas e as vantagens de sua utilização

Um fluxograma existe para promover o entendimento sobre um processo. Nada mais é do que a representação gráfica de um conjunto de atividades que são elaboradas utilizando uma sequência predefinida. A utilização de simbolos universais, facilita a documentação, visualização e o rápido conhecimento sobre um processo Além disso permite a identificação de quais etapas nos processos que podem estar com algum problema, ou são atividades que não geram valor, ou ainda poderiam ser substituídas por outras.

O Fluxograma determina o modo como as coisas deveriam ser feitas, é uma forma de planejamento do trabalho, onde todas os passos a serem executados, durações,e responsáveis estão definidos, facilitando assim o controle sobre o trabalho. Através da análise do trabalho in loco você pode determinar se realmente os funcionários estão obedecendo esse procedimento

Fluxogramas permitem uma análise mais detalhada do processo sobre as questões: retrabalho, responsáveis, atividades que não agregam valor, recursos envolvidos e oportunidades de melhorias em geral.

Um fluxograma é a melhor forma de ver as relações fornecedor - cliente, os fluxos são compostos por etapas onde entradas são processadas e resultados são gerados e entregues ao cliente seguinte. Esta é a melhor forma de visualizar essas interações, use sempre um diagrama de fluxo.

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Downloads

Já apresentamos aqui no Total Qualidade Blog uma video aula disponível para download grátis sobre Fluxogramas, onde foi elaborado no MS - Visio 2007 um Fluxograma de Informação, diferente deste sobre Operações, mas que você pode assistir agora:

Coloquei uma planilha em formato Excel 2003 com o modelo que vai facilitar o mapeamento das rotinas de trabalho, este material pode ser baixado grátis e adaptado para utilização na sua empresa. Clique aqui!
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Qualidade no Fornecimento da Energia Elétrica - Indicadores DEC e FEC

Todos nós somos consumidores de alguma distribuidora de Energia Elétrica por todo o Brasil. As concessionárias tem suas operações e níveis de qualidade reguladas pela Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica. Essas empresas são monitoradas por vários indicadores, os principais, referentes a qualidade no fornecimento são o DEC - Duração Equivalente de Continuidade que registra quantas horas em média por ano o consumidor brasileiro fica sem energia elétrica e o FEC - Frequência Equivalente de Continuidade que indica quantas vezes em média a luz faltou para os brasileiros.


Os indicadores por unidade consumidora, ou regionais são:

DIC - Duração de Interrupção Individual por Unidade Consumidora;
FIC - Frequência de Interrupção Individual por Unidade Consumidora;

Em 1997 esses números eram:
* DEC - 27,19 horas
* FEC - 21,68 vezes

Em 2008:
* DEC - 16,63 horas
* FEC - 11,35 vezes

Podemos ver uma grande melhoria nesses indicadores a cada ano.

Se alguma das concessionárias não atinge a meta estabelecida deve pagar uma multa, onde 90% vai para subsídios do programa de universalização da energia e 10 % é repassado para o consumidor. Em 2008 foram pagos através dessas multas pelas concessionárias o valor de R$ 132 milhões. A Aneel quer aumentar em 30 % o valor devido pelas multas e ainda que todo o valor seja repassado ao cliente, já no mês seguinte e não no ano seguinte como é feito atualmente. A maior parcela da multa é paga com base nos indicadores DEC e FEC, com a mudança o DIC e FIC se tornarão mais relevantes. O objetivo é que as concessionárias façam maiores investimentos na qualidade do fornecimento.

Uma crítica que aparece no Jornal O Globo foi que o pagamento direto aos clientes não seria uma ferramenta de gestão adequada, pois não vai contribuir para a melhoria da qualidade nas áreas de pior qualidade.

Na minha opinião, o pagamento de centavos a milhões de clientes geraria a desconcentração das multas e não contribuiria em nada para aumentar os investimentos, seria necessário que as multas se transformassem em investimentos compulsórios direcionados em áreas onde os indicadores estivessem mais fracos.

É notório que a administração pública usa as MULTAS como principal método de gestão, as vezes, esta não é a medida adequada. Em alguns momentos falta inteligência na administração pública e análise de causas e efeitos simples que a maioria dos empresários precisam fazer todos os dias para competirem no mercado globalizado.

Essas informações foram extraídas e adaptadas do Jornal O Globo - Segunda Feira, 14 de Dezembro de 2009.

Abraços,
Rigoni
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domingo, 13 de dezembro de 2009

Aprenda mais sobre a norma ISO 9001 num dos melhores blogs sobre Qualidade em Língua Portuguesa - Qualiblog

Hoje cedo, manhã de domingo muito tranquila, resolvi tomar meu café da manhã fazendo uma análise dos principais números do blog Total Qualidade. Com pouco menos de dois meses de blogosfera, já consegui números que para um início de carreira eu considero super expressivos. Nesse período tivemos mais de 40 assinantes do feed RSS, mais de 1400 downloads dos materiais gratuitos publicados aqui, onde quase mil foram das video aulas sobre ferramentas da qualidade (visite o material na nossa seção de downloads) e mais de 3500 visitas, espero chegar a 5000 visitas até o final do ano!

Hoje, eu dou o maior incentivo as pessoas, principalmente aos meus amigos na universidade, a investirem em um blog, o retorno é muito gratificante e variado, as multiplicações do aprendizado são incríveis e o reconhecimento inclusive no mercado de trabalho vai aumentar muito.

Nesse período eu visitei centenas de blogs sobre qualidade, engenharia, administração, SEO, finanças, planejamento estratégico, gestão de projetos, e vários outros tipos e mais tipos diferentes de blogs, sempre de olho em novidades e oportunidades de melhorias para o Total Qualidade e para ampliar meus relacionamentos na blogosfera.

E nessas inúmeras visitas consegui uma dica muito valiosa para todos vocês, se ainda não conhece o Qualiblog, então visite agora. O blog sobre Qualidade é mantido pelo Ronaldo Costa e apresenta a ISO 9001 de uma forma descomplicada e que atende aos seus requisitos: entender o conteúdo de imediato e de forma prática. A norma ISO 9001, para quem está lendo e conhecendo pela primeira vez, apresenta algumas dificuldades de entendimento e interpretação, e blogs como o do Ronaldo são uma contribuição sem tamanho para o estudo da NBR ISO 9001:2008. Cada post é ainda recheado de uma grande quantidade de comentários que tendem a multiplicar o conhecimento exponencialmente e permitir que gerentes de qualidade, consultores de qualidade e até estudantes da qualidade interajam juntos e troquem as suas experiências.

Aproveite que hoje é domingo e faça uma visita, mas cuidado, pode viciar como eu e passar a visitar todo o dia.

Abraços,
Rigoni
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Planejamento e Controle de Produção (PCP) - O Programa Mestre de Produção (PMP) e Plano de Vendas e Operações (PVO) - 2/6

Continuando nossa série de posts sobre Planejamento e Controle de Produção no Total Qualidade Blog, hoje falaremos um pouco mais sobre o Plano de Vendas e Operações (PVO) e o Programa Mestre de Produção (PMP) . Nessa série de seis posts estamos apresentando um conteúdo que poderá ajudar a administração das suas operações independente do setor da sua empresa, porte, ou estrutura organizacional. Além disso, poderá contribuir para estudantes que estão tendo o primeiro contato com esse tema. Antes de prosseguir é fundamental que você veja o primeiro post sobre Previsão de Demanda, pois essa etapa é componente essencial para o PCP de uma empresa. Através das previsões de vendas os processos seguintes terão os insumos necessários para o seu o correto planejamento. Veja o primeiro post clicando aqui.



Além deste post apresentaremos ainda mais 4 posts, onde:

* No quarto vamos apresentar o MRP (Material Requirements Planning) ou Cálculo de Necessidade de Materiais;
* No quinto falaremos sobre Sequenciamento, Programação e Controle da Produção; e,
* Finalmente no sexto, apresentaremos a filosofia Just-in-Time (JIT) para redução de desperdícios e melhoria contínua.

Usaremos como Referência o Livro do Henrique e Carlos Corrêa, ADMINISTRAÇÃO DE PRODUÇÃO E DE OPERAÇÕES, Editora Atlas.
E, também da editora Atlas, o Livro do Nigel Slack, Stuart Chambers, Robert Johnston, ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO.
Esses livros são ótimas referências para profissionais ligados a Engenharia de Produção e Administração de Empresas.

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O que é Planejamento?

Através das minhas experiências profissionais, estudos, leituras, chego a minha própria conclusão de que o planejamento, é uma combinação de previsões e metas onde você projeta vendas futuras ou atividades a realizar, investimentos, contratações e aquisições, para ao longo do processo através de indicadores e medidas corretivas atender ao plano dentro daquilo que você mesmo projetou. E o processo não é finito, é contínuo, a cada momento é preciso replanejar. Outro ponto importante, e que vai ser explorado aqui é o fato de existirem diferentes horizontes de planejamento. Planejamento de 5 anos, 1 ano, semestral, mensal, e programação semanal de trabalho, por exemplo. Entenda que quanto maior o horizonte de planejamento, maiores os riscos de falha na previsão, porém, as decisões que possuem maior inércia decisória (ver o post sobre a previsão de demanda) precisam dessa atenção.

O conceito de Planejamento Agregado

Imagine que você possua uma lanchonete que venda vários tipos de sanduíches, fazer uma previsão de vendas para cada tipo de sanduíche vai resultar em erros maiores do que uma previsão agregada de vendas totais englobando todos os tipos de sanduíches. A vantagem do planejamento agregado é que as chances de errar na previsão são menores.

Demanda dependente e demanda independente

Abordaremos com maiores detalhes na etapa de Gestão de estoques, mas achei importante apresentar esses dois conceitos agora. A demanda dependente é aquela que, por fazer parte de um algum produto ou operação, pode ser CALCULADA em função da demanda de um outro item qualquer. A demanda independente é aquela que será PROJETADA através de um processo de previsão de demanda.

Vamos continuar no exemplo da loja de sanduíches. A demanda independete seria a venda de sanduíches e a dependente a quantidade de hamburgueres e pães (estes podem ser calculados depois que você tiver uma previsão da demanda independente). Perceba que a demanda dependente depende da independente.

Planejamento Mestre de Operações - A hierarquia do Planejamento

Compõe-se do Planejamento de Vendas e Operações (PVO) e Programa Mestre de Produção (PMP). É a estratégia da produção que será transmitida as operações da empresa. O PVO é o compomente mais estratégico, aquele que projeta as quantidades a serem vendidas, o PMP vai operacionalizar esse processo, definindo o que produzir, quando produzir e quanto produzir.

Veja quadro extraído de ADMINISTRAÇÃO DE PRODUÇÃO E DE OPERAÇÕES, Editora Atlas. com a Hierarquia de Planejamento adaptada especialmente para este post.


Clique na imagem para visualização completa

PVO - O processo do PVO é formado por 5 etapas sucessivas, são elas:

1 - Levantamento de dados históricos e estado atual quanto a vendas, estoques, produção e outros aspectos relevantes;
2 - Planejamento de Demanda, com uma gestão das previsões e a elaboração do plano de vendas;
3 - Planejamento de materiais e capacidade;
4 - Reunião preliminar de PVO, os demais envolvidos na empresa participam e propõem alternativas para os planos;
5 - Reunião Executiva de PVO, é a reuniao que validará os planos, e garantirá os investimentos para que as vendas e a operação aconteçam;

O PVO tem que evitar os conflitos entre as áreas, o objetivo é integrar os objetivos estratégicos da operação com o objetivos de vendas e produção, o resutlado final do PVO é que a produção deverá atender ao plano de produção, a área comercial deverá atingir o plano de vendas e a alta direção e a área financeira deverão dar o suporte gerencial e financeiro para o atingimento do plano. É comum nas empresas essas atividades não serem integradas, as pessoas precisam se comunicar nas empresas, o fato de existir uma reunião formal e obrigatória é um passo fundamental.

PMP - O Programa Mestre de Produção é o responsável, no nível tático da organização, por integrar a estratégia do PVO com o MRP e a produção em níveis mais operacionais e de prazos mais curtos. Cabe ao PMP fazer esse elo entre estratégia e operação.

O PMP coordena a demanda do mercado com os recursos internos da empresa, estoques e capacidades produtivas de forma a programar as taxas adequadas de produção. "O programa mestre de produção (MPS - Master Production Schedule) é a fase mais importante do planejamento e controle de uma empresa " segundo Nigel Slack na página 455 do livro Administração da Produção - Editora Atlas - segunda edição.

Preparei uma planilha em Excel com um registro básico de PMP, muito simples, mas fundamental para o entendimento dessa metodologia. Ela contém informações como previsão da demanda independente, estoques, pedidos em carteira e disponibilidade para promessa. Clique aqui para baixar a planilha adaptada de ADMINISTRAÇÃO DE PRODUÇÃO E DE OPERAÇÕES.

Com o PMP elaborado é a hora de definir as quantidades a serem compradas e os prazos ideais de compra, nesse momento aparece o MRP - Material Requirement Planning ou Planejamento da Necessidade de Materiais que será abordado no quarto post desta série.

No próximo post (terceiro da série sobre PCP) vamos apresentar os principais conceitos sobre a gestão de estoques como a curva ABC e método do ponto de reposição.
Espero você lá.
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Norma ABNT NBR ISO 9001:2008 - Saiba mais sobre o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ)

A ISO 9001 deixou de ser uma norma presente apenas no ambiente das grandes empresas para fazer parte de maioria das organizações industriais e de serviços no Brasil. Termos como ISO 9001, processos, qualidade, auditoria, requisitos, especificações e não conformidades estão virando rotina no ambiente de trabalho e geralmente os cursos sobre a norma não são muito baratos, a qualidade realmente é um tema caro, e geralmente complexo, pois exige conhecimentos sobre administração, engenharia, estatística e relações humanas. Se você ainda não leu a norma ou não participou de algum curso e está sendo exigido quanto a esse tema, então aproveite esse post para fazer uma introdução a Norma ISO 9001. O objetivo é que você não "fique a ver navios" quando ela for discutida em alguma reunião ou aparecer durante um bate papo informal.
Uma norma de Gestão que nasce no nível estratégico e é disseminada por todos os níveis da organização

A ISO 9001 é uma norma que define requisitos no âmbito da gestão empresarial, ela não define quais devem ser as características do seu produto ou qual o nível de ruído ideal no ambiente de trabalho, por exemplo. São apresentadas exigências na administração com um objetivo principal: gerenciar os requisitos do cliente para que o entendimento e atendimento desses requisitos sejam eficazes. De forma geral a a organização vai precisar levantar os requisitos do cliente, controlar documentos e registros, realizar medições, manter indicadores, propor melhorias no processo, e mais um conjunto de mudanças que vão impactar a forma como a organização é gerenciada. Se uma empresa é administrada atendendo os requisitos da ISO 9001, é bem provável que um profissional que conheça a norma saiba de grande parte das rotinas de trabalho dessa organização, então, ao ser admitido por uma empresa certificada ISO 9001 já vai começar na frente daqueles que não a conhecem.

O grande objetivo da norma é fazer com que as organizações atendam os requisitos do cliente. A idéia é ótima, só existe mercado se existir necessidades, se existem necessidades existem requisitos e para a organização ter sucesso no mercado deve identificar, monitorar e atender os requisitos do cliente.

Até aqui já podemos entender um grande conflito debatido por profissionais da área: a ISO 9001 existe pra dar dinheiro ou burocracia? Ela realmente exige mais procedimentos, controle de documentos e registros, auditorias, manuais, reuniões, pesquisas de satisfação, porém, isso é necessário para que os requisitos do cliente sejam melhor monitorados e atendidos. Se a organização usar essa estratégia corretamente, com certeza vai conseguir mais contratos e reter clientes.

Os oito princípios da ISO 9001

1 - Foco no Cliente;
2 - Liderança entre objetivos comuns;
3 - Envolvimento de todos;
4 - Abordagem de processos;
5 - Considerar o impacto de decisões em outros processos;
6 - Melhoria Contínua;
7 - Decisão baseada em dados;
8 - Benefícios mútuos entre clientes e fornecedores;

O Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ)

O SGQ tem por objetivo a melhoria contínua da organização, através do planejamento, controle e ações corretivas e preventivas. A norma está estruturada de acordo com a metodologia do PDCA.
Inicialmente é preciso determinar os requisitos do cliente e depois fornecer conforme o especificado, para isso a organização deve ter um processo de realização do produto com recursos e profissionais competentes. Após o fornecimento do produto a organização deve avaliar a satifação do cliente, e com base nesses resultados implementar as correções no sistema, o resultado é a melhoria contínua.


A família ABNT NBR ISO 9000

ISO 9000:2005 – Sistema de Gestão da Qualidade, Fundamentos e Vocabulário
ISO 9001:2008 – Sistema de Gestão da Qualidade, Requisitos
ISO 9004:2009 – Sistema de Gestão da Qualidade, Diretrizes para Melhoria de Desempenho

A 9001 é a norma que define os requisitos para um Sistema de Gestão da Qualidade, é através da dela que a organização poderá se preparar para uma certificação.

A estrutura da norma ISO 9001:2008

A norma ISO 9001:2008 está agrupada da seguinte forma:

0 - Introdução;
1 - Escopo;
2 - Referência Normativa;
3 - Termos e definições;
4 - Sistema de Gestão da Qualidade;
5 - Responsabilidade da Direção;
6 - Gestão de Recursos;
7 - Realização do Produto;
8 - Medição, análise e melhoria;

Note que a estrutura da norma segue as etapas da metodologia PDCA de melhoria contínua.

Certificação

As empresas podem ainda contratar empresas certificadoras que após uma auditoria de certificação, avaliarão a conformidade ou não do Sistema de Gestão da Qualidade e poderão emitir um certificado de conformidade, em geral válido por 3 anos. Este é o grande objetivo das empresas, seja por diferencial competitivo e marketing, ou por exigência de clientes, o importante é que a empresa tenha em mente que os requisitos existem para trazer benefícios para a organização e seus clientes independente de existir um certificado ou não.





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Abraços,
Rigoni
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A Qualidade como Diferencial Competitivo

Quer estar a frente da concorrência? Conquistar mercados e reter clientes? Então aí vai uma dica. David A. Garvin é Ph.D. em Economia pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) e professor da Harvard Business School. No livro Managing Quality (Gerenciando a Qualidade), contribuiu para uma visão estratégica da qualidade. A qualidade é fator de decisão de compra pelos clientes e usar a qualidade como diferencial competitivo pode ser uma poderosa ferramenta para conquista e retenção de mercados.

É importante apontar que as empresas devem atender aos requisitos especificados pelos clientes, ou seja, o desempenho favorável deverá acontecer onde a importância for maior. Oferecer mais do que o cliente precisa não é inteligente, torna o produto mais caro, o ideal é fornecer o que ele realmente precisa, com a qualidade esperada.

Essa é uma estratégia diferente da competição por custos, que vemos principalmente no varejo, onde os requisitos ficam para segundo plano. Na competição por qualidade é importante identificar as necessidades do mercado para agir de maneira estratégica eficiente.

David A. Garvin apresentou estas oito dimensões para a qualidade:

1 - Desempenho - as características principais de um produto;
2 - Característica - os aspectos extras que suplementam o desempenho;
3 - Confiabilidade - indica a frequência em que o produto fica fora de operação;
4 - Conformidade - indica o quanto um produto se aproxima de sua especificação;
5 - Durabilidade - tempo de vida do produto, a resistência ao uso, frequência de manutenção;
6 - Manutenção - facilidade e custo da manutenção;
7 - Estética - são as características relativas a aparência e a impressão;
8 - Qualidade percebida - o sentimento e a maneira como o cliente é tratado. Por exemplo, a cortesia, o atendimento educado.

Entendo cada uma delas e, as necessidades do seu cliente, assim como o desempenho dos concorrentes no mercado, vai ser possível desenhar uma estratégia mais eficiente. Pense nisso durante a revisão do seu planejamento estratégico.

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domingo, 6 de dezembro de 2009

Planejamento e Controle de Produção (PCP) - Saiba como fazer previsões de demanda - 1/6

Que saudades que eu estava do blog, estive um pouco ausente pois a última semana na faculdade este ano foi realmente emocionante!! Fiz as últimas provas e apresentei os últimos trabalhos, o resultado, pelo meu esforço, espero que seja muito bom. No início desta semana o Felipe Tarkany me pediu para falar um pouco mais sobre Planejamento e Controle da Produção aqui no Total Qualidade. Achei um pedido muito bom, pois é um tema que eu tenho uma identificação muito grande e vou tentar ser o mais detalhista possível. Pensei em como resumir esse conteúdo em um post e cheguei a conclusão de que seria impossível, pois o conteúdo é extenso e não seria bom não abordar todo o tema. Então, faremos essa apresentação através de 6 posts.

Neste primeiro vamos apresentar algumas considerações sobre a demanda de produtos e como realizar projeções;
No segundo falaremos sobre o Plano Mestre de Produção (PMP) e o Plano de Vendas e Operações (PVO);
No terceiro vamos falar sobre Gestão de Estoques e seus principais conceitos, curva ABC e o modelo do ponto de reposição;
No quarto vamos apresentar o MRP (Material Requirement Planning) ou Cálculo de Necessidade de Materiais;
No quinto falaremos sobre Sequenciamento, Programação e Controle da Produção;
E finalmente no sexto, apresentaremos a filosofia Just in Time (JIT) para redução de desperdícios e melhoria contínua.

Ao final desses posts eu espero que você consiga fazer análises sobre as operações produtivas de uma fábrica ou empresa de serviços e possa planejar e controlar toda a sua produção: definindo datas e volumes de compras, níveis de estoque, contratações e ordens de produção. E isso é importante, pois é fator de redução de custos para organização e também de garantia de maior confiabilidade do negócio, pois as quantidades estarão prontas nas datas corretas, ou seja, mais dinheiro para a organização.

Usaremos como Referência o Livro do Henrique e Carlos Corrêa, ADMINISTRAÇÃO DE PRODUÇÃO E DE OPERAÇÕES, Editora Atlas.
E, também da editora Atlas, o Livro do Nigel Slack, Stuart Chambers, Robert Johnston, ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO.
Esses livros são ótimas referências para profissionais ligados a Engenharia de Produção e Administração de Empresas.

O tema de hoje: A previsão de demanda e alguns métodos quantitativos e qualitativos.

O processo de previsão de demanda consiste em determinar as quantidades de vendas futuras com base em informações históricas, mudanças tecnológicas e tendências de mercado. É um processo que utiliza análise quantitativa e qualitativa. A previsão é importante pois os recursos físicos como instalações, máquinas, estoques em geral apresentam "inércia decisória", que é o tempo em que uma decisão tomada leva para acontecer. Por exemplo, se errarmos na previsão de sanduíches para nossa lanchonete podemos de forma mais fácil corrigir isso, podemos ir até o supermercado e comprar mais alimentos, significa que a inércia decisória nesse caso é pequena. Claro que os clientes vão ter que esperar um pouco mais, mas seria possível contornar esse problema.

Agora vejamos o caso de consumo de energia elétrica, construir uma subestação, usina hidrelétrica ou termoelétrica e linhas de transmissão requer muito tempo, ou seja, a inércia decisória é muito alta. Nesses casos deve ser dada uma atenção especial ao processo de previsão de demanda, pois se algo falhar, as pessoas terão que sofrer as consequências, por exemplo um racionamento de energia, como vimos em 2000 aqui no Brasil. Portanto, quanto maior a inércia decisória maior a importância da previsão da demanda para garantir o suprimento aos clientes.

Os 4 erros mais comuns na hora de prever a demanda.

1 - Confundir previsões com metas, e ainda, considerar as metas como se fossem previsões;
2 - Gastar tempo discutindo se estamos errando ou acertando nas previsões, quando o ideal é o quanto estamos errando ou acertando e o que pode ser feito para melhorar.
3 - Considerar apenas a previsão sem uma estimativa do erro. Por exemplo: Vamos vender 150 sanduíches por final de semana com uma estimativa de erro de mais ou menos 10%.
4 - Desistir ou não se esforçar o suficiente para melhorar o processo de previsão.

O processo de previsão é contínuo e por isso a cada momento melhorias podem ser identificadas e aplicadas. Este quadro foi extraído do livro ADMINISTRAÇÃO DE PRODUÇÃO E DE OPERAÇÕES.


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Horizonte de Planejamento e as Previsões

Existe uma relação entre a previsão e o tempo considerado para planejamento.

Em previsões de curto prazo (até 3 meses), você pode aceitar com mais precisão a hipótese de que o futuro seja uma continuação do passado recente, ou seja, padrões de crescimento e declínio e de sazonalidade podem ser mantidos, permitindo então utilizar a metodologia de série temporal simples que faz uma correlação entre vendas e tempo. Através do EXCEL você pode calcular a função dessa correlação e estimar as vendas futuras.

Em previsões de médio prazo, é importante que sejam consideradas questões qualitativas na análise, como impacto de propagandas e promoções nas vendas e mudanças tecnológicas, ou seja, realizar uma combinação entre métodos de correlação temporal (quantitativos) e modelos causais (qualitativos).

Em previsões de longo prazo, fica difícil projetar a demanda através da correlação temporal, pois mudanças tecnológicas, de legislação, de conteúdo, ou de serviços substitutos podem alterar as relações matemáticas. Nesses casos só a opinião de especialistas poderá mitigar esses efeitos e permitir uma previsão com menores chances de erros.

Métodos quantitativos

Os métodos quantitativos utilizados nas projeções em geral são:

Séries Temporais/Projeção - Através das vendas anteriores você projeta a taxa de crescimento para as vendas seguintes;

Média Móvel - a melhor estimativa do futuro é dada pela média dos últimos n períodos;

Suavizamento exponencial - nesse método é dada maior importância para as vendas mais recentes;

Projeção e coeficientes de ciclicidade - Analisa além da tendência temporal de crescimento a sazonalidade da demanda.

Exemplos práticos foram colocados em uma planilha de previsão de demanda em EXCEL 2003 para facilitar o entendimento dessas metodologias. Saiba no final desse artigo como conseguir a sua inteiramente grátis.

Métodos Qualitativos

Método Delphi - Especialistas (isolados) enviam suas opiniões sobre algum produto que se queria prever a demanda, o coordenador desse processo trata essas informações estatisticamente e retorna esse tratamento aos participantes. Esse processo vai se repetindo até que haja uma convergência de opiniões.

Júri de Executivos - Esse método procura capturar a opinião de pequenos grupos, em geral, de executivos de nível alto sobre alguma variável que se pretenda prever.

Força de Vendas - Nessa abordagem, cada vendedor ou representante de força de vendas emite sua estimativa localizada e desagregada. O composto agregado de todas as estimativas desagregadas é tomado como a estimativa global.

Pesquisa de Mercado - Solicita diretamente dos clientes a intenção de compra futura.

Analogia histórica - Analisa produtos similares dos quais se têm dados, então por analogia um produto novo pode ser estimado. Exemplo: estimar vendas de DVD em função das vendas históricas de VHS ou CD.

Elaborei esse quadro resumo para facilitar o entendimento na escolha dos métodos


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Recentemente em uma consultoria, desenvolvemos a primeira previsão de vendas de uma fábrica baseada em dados históricos, tinhamos poucas informações como investimento em marketing e promoções por período. A única informação disponível eram as quantidades vendidas. É claro que nossa previsão terá uma margem de erro grande, mas se a empresa se dedicar em prever a sua demanda periodicamente, a tendência é que no futuro seja possível acertar mais nas previsões e consequentemente planejar melhor a produção, é isso que vamos ver no próximo post.

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Abraços,
Rigoni
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