sábado, 24 de abril de 2010

Download da Matriz GUT - Melhoramento de Processos

Recentemente utilizei na minha empresa a Matriz GUT (Gravidade, Urgência e Tendência) na priorização dos problemas a serem atacados utilizando também o gráfico de Pareto. A vantagem da matriz GUT é que ela ajuda a avaliar de forma quantitativa os problemas e priorizar a tomada de ações corretivas e preventivas. Eu gosto de utiliza-la antes de utilizar o MASP (Metodologia de Análise e Solução de Problemas), onde eu defino um conjunto de problemas, priorizo e depois aplico o MASP para cada problema.

A GUT classifica os problemas de acordo com três variáveis:

Gravidade - qual o impacto do problema. Impacto pode se referir a imagem, prejuízo financeiro, saúde, segurança e meio ambiente (SMS), etc.

Urgência - refere-se ao prazo. Pergunte: a resolução do problema pode esperar ou deve ser feita imediatamente?

Tendência - é a chance do problema se tornar ainda maior, quanto mais o tempo passar maior ficará o problema.

A escala é crescente sendo, em geral, de 5 para os maiores valores e 1 para os menores valores. Ou seja, um problema extremamente grave, urgentíssimo e com altíssima tendência receberia a seguinte pontuação:

Gravidade = 5
Urgência = 5
Tendência = 5

Ao final é feito um produto dos valores associados a Gravidade, Urgência e Tendência.
(G) X (U) X (T).

No caso acima: 5 X 5 X 5 = 125

Com os problemas pontuados (quantificados) você pode selecionar os que mais impactam através de uma análise pareto. Clique aqui para saber mais

Disponibilizamos em nosso Ambiente de Downloads uma planilha Matriz GUT, em excel. Já tem acesso ao nosso Ambiente de Downloads? Então clique aqui para baixar.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Estratégias Competitivas Genéricas adotadas por empresas


Hoje de manhã quando fui ao banco passei por uma loja de calçados onde um dos seus vendedores anunciava com um microfone que os preços estavam melhores do que a concorrência em toda a região. Essa empresa tem realmente uma característica de possuir preços imbatíveis e atrair um público de massa, em geral das classes C,D e E. Em nenhum momento do anúncio do vendedor eu percebi qualquer frase que divulgasse que a empresa possui produtos diferenciados e que só são encontrados ali ou em poucos outros lugares, ou seja, essa empresa claramente está se posicionando como um líder de baixo custo. Em geral empresas que trabalham com preços mais baixos precisam possuir uma estrutura para realizar muitas operações de pequeno valor e conseguir a cada dia reduzir seus custos produtivos.

É interessante perceber que quando estamos estudando sobre determinado tema rapidamente as situações do cotidiano podem ser interpretados sob uma nova ótica e coisas que antes não tinham sentido passam a ganhar maior importância através do amadurecimento da capacidade de interpretação.

Resolvi então dar uma revisada nos meus materiais sobre Estratégia para analisar como as empresas se preparam para atender as demandas do mercado e como elas atingem seus objetivos de acordo com diferentes estratégias de posicionamento. Listei então três tipos dos mais comuns de estratégias utilizadas por empresas: Liderança de baixo custo, diferenciação e relacionamento com cliente. Essas são uma das estratégias competitivas genéricas citadas por Michael Porter. Vamos discutir cada uma delas.


Michael Porter


A estratégia de Liderança de Baixo Custo

Nesse caso a empresa busca atrair clientes através da redução de seus custos oferecendo produtos sempre mais baratos que a concorrência. A empresa tem uma margem menor nas vendas mas ganha na quantidade de operações realizadas. Aqui no Brasil, principalmente no setor de varejo é comum percebermos essa guerra de preços entre empresas. Quando o produto comercializado é uma commodity, essa pode ser a melhor estratégia.


Algumas medidas adotadas para ser competitivo com essa estratégia são:
  • Melhoria Contínua da Eficiência Operacional;
  • Curva de Experiência e Aprendizado;
  • Possuir uma rede de fornecedores com baixo custo;
  • Economias de Escala e de Escopo;
  • Desenvolvimento produtos substitutos mais baratos.
Estratégia de Diferenciação de Produtos

Quando uma empresa busca conquistar os clientes através da melhoria de seus produtos, agregando a eles funções e características únicas ela está utilizando uma estratégia de diferenciação. Em geral aqui aparece o conceito de produto substituto. Quando um produto atinge os mesmos objetivos que outros com mais eficiência então ele poderá ser um substituto do anterior. Quando os DVD´s surgiram as melhorias foram logo levadas em consideração na hora de optar pelo novo produto em oposição ao VHS, maior qualidade na imagem, maior espaço de armazenamento, melhor organização e comodidade na hora de exibir filmes, tudo isso foi levado em conta pleos consumidores. Quando uma empresa anuncia que o seu produto é único ela está usando a diferenciação como estratégia competitiva. Empresas que atuam nesse mercado em geral investem mais em propaganda e desenvolvimento de novos produtos.


Os produtos mais explorados nesse mercado são aqueles de alto valor agregado como automóveis e produtos tecnológicos (notebooks e celulares por exemplo). Você alguma vez já pensou em comprar um notebook levando em conta apenas o seu preço?

As commodities em geral não tem muita possibilidade de diferenciação, podem até ser diferenciadas se combinadas com serviços extra, em geral empresas que comercializam commodities não utilizam a estratégia de diferenciação. Perceba que as duas estratégias apresentadas até agora, diferenciação e baixo custo foram um trade-off, ou a empresa adota uma estratégia ou a outra.

Relacionamento com o cliente

Certas empresas podem buscar o sucesso possuindo uma política de relacionamento mais próximo com seus principais clientes, para isso é fundamental ter um foco de mercado, em que mercado específico a empresa vai atuar. Por exemplo um salão de beleza em geral possui uma clientela fiel, para esse público um tratamento mais próximo e personalizado pode ser aplicado. Em geral, empresas de serviço, onde o cliente final está bem próximo do processo, como por exemplo dentistas, médicos, consultorias podem obter grandes vantagens por desenvolver uma estratégia de relacionamento com o cliente. Em empresas que se relacionam com muitos clientes a utilização de softwares pode facilitar o contato, e tornar as relações um pouco menos superficiais através da utilização de softwares CRM - Customer Relationship Management. Eles são muito utilizados por empresas que querem monitorar os seus clientes e manter o foco sobre suas ações.



Empresas no interior também possuem essa característica de desenvolver relações mais próximas com o cliente e portanto obter vantagem competitiva. Veja que as empresas que exploram essa estratégia vendem muito mais do que produtos, vendem também relacionamentos. Eu mesmo, em alguns casos, prefiro consumir em empresas onde possuo conhecidos. Você ganha além do produto mais um contato com uma pessoa, e quando as empresas exploram esses relacionamentos podem estar conquistando clientes cada vez mais fiéis.

___________________


Empresas podem em geral adotar somente uma ou uma combinação dessas estratégias, tudo dependerá do perfil do mercado da empresa, das estratégias dos concorrentes e as exigências dos clientes em relação ao produto oferecido.

E a sua empresa, já definiu a estratégia a seguir?
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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Planilha de Perigos e Riscos - Norma OHSAS 18001:2007

A norma OHSAS 18001:2007 estabelece requisitos para Sistemas de Gestão da Segurança e da Saúde do Trabalho. OHSAS significa Occupational Health and Safety Assessment Services. Empresas que pretendem adotar e melhorar continuamente um sistema de Gestão de SSO podem adotar os requisitos dessa norma. Podem ainda assim como nas normas ISO 9001 e ISO 14001 participar de um processo de certificação. Um dos requisitos da Norma é o estabelecimento de procedimento (s) para identificação de perigos, avaliação de riscos e determinação de medidas de controle.

Vamos ver essas definições presentes no requisito 3 - Termos e Definições da Norma OHSAS 18001:2007

Perigo - Fonte, situação ou ato com potencial para o dano em termos de lesões, ferimentos ou danos para a saúde ou uma combinação destes.

Exemplo de perigos - Torno mecânico, forno de pintura em operação, atividade de carga e descarga de materiais, processo de soldagem, etc

Risco - Combinação da Probabilidade da ocorrência de um acontecimento perigoso ou exposição(ões) e da severidade das lesões, ferimentos, ou danos para a saúde, que pode ser causada pelo acontecimento ou pela(s) exposição(ões).

Exemplo de riscos: cortar a mão, perder uma perna, causar problemas na coluna, matar por intoxicação todos os trabalhadores da fábrica. Note que o risco é o resultado ou a consequência do perigo. Não existiriam riscos se não existissem perigos.

O Perigo (Fonte, situação ou ato) - > Risco ( Probabilidade X Gravidade)

É importante notar e entender que os problemas que podem afetar as pessoas não são apenas aqueles que acontecem através de acidentes, como por exemplo cortar a mão ou perder um membro, estes dizem respeito a segurança do trabalhador. Problemas podem acontecer também através da exposição por muito tempo a uma determinada atividade, como por exemplo após 20 anos de atividade mal projetada trabalhadores poderão apresentar problemas na coluna, um caso de saúde ocupacional. É nesse ponto que é feita a distinção entre a segurança e a saúde do trabalhador. Empresas com baixos índices de acidente no presente podem estar sujeitas a terem resultados negativos no longo prazo se não adotarem medidas de controle para a Saúde Ocupacional de seus trabalhadores, é para isso que existe o PCMSO exigido pela NR-7.

4.3.1 - Identificação de perigos, avaliação de riscos e determinação de medidas de controle.

Nesse momento é preciso levantar todas as fontes de perigo da sua organização, as fontes de perigo são aquelas que trarão algum risco a saúde e segurança dos trabalhadores ou pessoas presentes nos locais de trabalho.

Na hora de calcular o Risco a grande dificuldade será calcular a probabilidade (em geral, utiliza-se dados históricos para chegar a esses valores, é lógico que a robustez nesse processo dependerá dos impactos gerados pelo perigo)

Na planilha que disponibilizei ao final do post você poderá baixar em Excel um modelo de Planilha de Perigos e Riscos com alguns exemplos para você entender melhor.

Mudanças devem ser levadas em consideração no seu sistema de Gestão de SSO por isso, as Planilhas de Perigos e Riscos deverão ser reavaliadas a cada mudança que afete a segurança dos trabalhadores e das pessoas que frequentam ou poderão frequentar os locais de trabalho.

Pense também na melhoria continua do processo de identificação de perigos e avaliação de riscos, a cada nova elaboração de uma lista de perigos e avaliação de riscos você vai estar aprimorando o seu processo e ter mais capacidade para avaliar os riscos e propor medidas de controle ainda mais eficazes.

Resumindo o processo

0 - Liste todas as atividades e situações presentes nas operações de uma empresa;

1 - Identifique os perigos significativos presentes nas operações;

2 - Avalie os riscos de cada perigo, lembre - se do conceito: risco é a gravidade da ocorrência vezes a probabilidade de seu acontecimento (em geral Probabilidade X Dano) ;

3 - Defina um patamar de risco tolerável e avalie se os riscos estão abaixo ou acima desse patamar e, ainda, se as medidas de controle já existentes são suficientes ou novas precisarão ser adotadas.

4 - Para os riscos que estiverem acima desse patamar proponha medidas de prevenção e controle dos riscos para coloca-los dentro da faixa de aceitabilidade, cabe aqui preparar um conjunto de planos de ação para implementar as medidas;

* Você obrigaria funcionários a utilizarem capacetes se existisse a possibilidade de caírem maçãs nas cabeças deles? É isso que significa avaliar se é necessário ou não medidas de controle.

Algumas exigências da OHSAS 18001:2007 no processo de identificação de perigos
  • Levar em consideração trabalhadores e demais pessoas que frequentem os locais de trabalho;
  • Atividades que sejam ou não de rotina;
  • Perigos originados na organização que possam causar riscos fora dos limites da mesma. Ex: Incêndio ;
  • Perigos identificados fora dos limites da empresa que possam afetar a saúde e segurança das pessoas sob controle da organização nos locais de trabalho. Exemplo: Empresa de produtos químicos vizinha a sua organização que possa intoxicar os trabalhadores por vazamentos de produtos.
  • Mudanças devem ser levadas em consideração, de acordo com seu impacto, no Sistema de Gestão de SSO;
  • Obrigações legais aplicáveis relacionadas com a avaliação de riscos e com a implementação das medidas de controle necessárias. Exemplo: PPRA
Medidas de Controle devem seguir a seguinte hierarquia visando a redução dos riscos
  • Eliminação;
  • Substituição;
  • Controles de Engenharia;
  • Sinalização/Advertência e ou controles administrativos
  • Equipamento de Proteção Individual

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terça-feira, 20 de abril de 2010

Download Análise SWOT / Matriz FOFA - Ferramenta Estratégica



Uma vez tive a grande oportunidade de participar de um Planejamento Estratégico em uma empresa e achei muito importante a utilização de ferramentas como Brainstorming, Plano de Ação 5W2H, as cinco forças de Michael Porter, Balanced Scorecard e Matriz FOFA. O mais interessante ao participar de um processo de Planejamento Estratégico é perceber que a Missão, Visão e os objetivos estratégicos são conduzidos ao longo do ano por todos os colaboradores, a essência do planejamento tem um poder de penetrar no pensamento e nas ações das pessoas de forma que a organização como um todo caminhe da direção definida. Esse é um processo fundamental para empresas que pretendem comunicar as partes interessadas do seu negócio o seu pensamento estratégico e colocar todos andando na mesma direção.

Vamos falar hoje sobre uma dessas ferramentas, a Matriz FOFA ou análise SWOT como preferir. Já falamos sobre o Balanced Scorecard aqui no Blog, aproveite para saber mais.

A matriz FOFA (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças) ou SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities, Threats) é uma ferramenta usada para analisar o ambiente externo e interno de uma organização. O seu principal objetivo é mapear quais são as oportunidades do mercado e tentar tirar o máximo proveito delas com as forças internas da organização. Permitir o combate as fraquezas internas, permitindo que a companhia entre num processo de melhoria contínua. As ameaças devem ser também mapeadas evitando que a empresa "seja pega de surpresa" e que possam ter soluções e alternativas previstas em caso de concretização dos fatos negativos.

Vamos ver um passo a passo simples para fazer uma análise FOFA

Passo 1 - Faça um brainstorming olhando para dentro da sua organização e mapeie as forças e fraquezas, é fundamental ter integrantes de diferentes áreas e que conheçam bem seus processos.

Passo 2 - Agora, olhando para fora, repita o brainstorming buscando oportunidades e ameaças no mercado. Quanto as pessoas estão informadas acerca do ambiente externo, mais informação será produzida nessa etapa.

Passo 3 - Defina estratégias que:
  • Aproveitem as oportunidades do mercado;
  • Aproveitem as forças internas;
  • Corrijam as fraquezas internas;
  • Neutralizem ou reduzam o efeito das ameaças externas ou, ainda, possibilitem caminhos alternativos (ter um plano B);



A FOFA tem uma característica fundamental de organizar os brainstormings relacionados a análise do ambiente interno e externo da organização, é uma forma de direcionar as estratégias de acordo com esses ambientes, é uma forma importante de reflexão, atitude e melhoria contínua nas empresas e uma grande geradora de insumos para o processo de elaboração das estratégias.

Aproveitei para deixar aqui no Blog um modelo da Matriz FOFA no Excel que vai ajudar muito no seu planejamento estratégico, para realizar este download é necessário ter acesso ao nosso Ambiente de Downloads.

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Se a sua empresa não possui ainda um Planejamento Estratégico considere elaborar um e verá que o processo possibilita grandes vantagens para a sua organização.

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domingo, 18 de abril de 2010

Entradas e Saídas de Projeto e Desenvolvimento - Requisito 7.3 da Norma ISO 9001:2008

Recentemente em uma consultoria de implementação da norma ISO 9001, um cliente teve dúvidas quanto a entrada e saídas de um projeto no requisito 7.3 - Projeto e Desenvolvimento. Achei oportuno postar no blog pois foi uma dúvida muito parecida com a que tive quando tive os primeiros contatos com a norma ISO 9001:2008. O Guia PMBOK para gerenciamento de projetos diz que o projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo. Com essa definição podemos perceber que o projeto vai utilizar entradas, processa-las e transforma-las em resultados únicos. Esse conceito é bastante parecido com o conceito do processo que transforma entradas em saídas, a diferença é que os projetos têm resultados exclusivos e os processos são repetitivos.

As entradas do projeto são: TUDO AQUILO QUE SERÁ UTILIZADO PARA PRODUZIR O RESULTADO FINAL

As saídas do projeto são: TUDO AQUILO QUE SERÁ ENTREGUE AO CLIENTE FINAL COMO RESULTADO DO PROJETO

Vamos ver alguns exemplos:

Entradas de Projeto

  • Lista de materiais e suas especificações;
  • Descrição dos Equipamentos a serem utilizados no processamento;
  • Lista com todas as medições e verificações necessárias ao projeto;
  • Leis as quais o projeto deverá atender;

Sem as entradas, o projeto não poderá ser realizado, elas são os "ingredientes" do projeto.

Saídas do Projeto

  • Um Produto ou serviço como por exemplo um lápis, uma consultoria em organização e métodos ou uma casa de praia;
  • Um manual de utilização do produto;
  • Um documento detalhando como produzir aquele produto;
  • As garantias daquele produto;
  • Um serviço de instalação do produto;
  • Assistência técnica;
  • Protótipo de um produto;
As saídas são os resultados, aquilo que o cliente espera.

Nem sempre o cliente detalha muito bem as suas necessidades, as vezes nem as registra. O que a norma ISO 9001 pretende ao exigir o 7.3 é que todos os projetos de uma organização tenham a capacidade atender aos requisitos especificados e possam ser gerenciados de maneira a atingir os resultados esperados. Poucas organizações possuem formulários específicos para registrar as entradas e saídas do projeto, as consequências disso podem ser mudanças de escopo ao longo do projeto, dificuldade em atender as necessidades do cliente e consequentemente insatisfação do cliente e da empresa.
Um processo robusto para identificar as necessidades dos clientes dos projetos em geral é o primeiro passo para se obter sucesso na gestão de projetos e nas relações cliente-fornecedor.


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domingo, 11 de abril de 2010

KIT Auditorias Internas NBR ISO 9001:2008

Olá pessoal, recentemente estava preparando um conjunto de ferramentas para facilitar os auditores internos da norma ISO 9001:2008 e acabaram de ficar prontas. Estou lançando aqui no blog o Kit para auditorias internas da ISO 9001:2008! São formulários que vão facilitar a geração dos registros necessários para atender ao requisito 8.2.2. Auditorias. Ele pode ser utilizado na implementação de Sistemas de Gestão da Qualidade em empresas em geral, independente do porte ou segmento de mercado. O conjunto de arquivos é composto por 3 formulários: Checklist para Auditorias da Qualidade baseado na NBR ISO 9001:2008, Relatório de Auditoria e Programa de Auditorias. Poderá ainda ajudar em seus estudos e preparação para cursos e treinamentos em Auditoria.

Veja abaixo em detalhes como é composto o KIT.

Checklist para Auditorias da Qualidade



Esse checklist é um guia para auditar todos os requisitos da NBR ISO 9001:2008, ele contém questionamentos a serem feitos no momento de condução da auditoria para cada requisito da norma. O arquivo está em formato de excel e já formatado para impressão.

Programa de Auditorias



É um formulário para o planejamento geral das Auditorias, eu elaborei um formulário Anual pois é o mais comum de ser utilizado. Com ele você terá registros de todas as áreas a serem auditadas a cada ano, facilitando o processo de condução das auditorias.

Relatório de Auditorias



Esse relatório permite registrar as informações referentes a uma auditoria como auditados, processos, requisitos, objetivos da auditoria, não conformidades, recomendações, etc. Contém recomendações da NBR ISO 19011:2002 - Diretrizes para auditorias de sistema de gestão da qualidade e/ou ambiental.

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Esses formulários serão úteis na hora de atender ao requisito 8.2.2 e podem ainda te ajudar nos estudos sobre a norma.

O KIT pode ser adquirido por apenas R$ 10,00 utilizando o PAGSEGURO da UOL, uma das formas mais seguras de se comprar na Internet brasileira. Eu mesmo utilizo bastante essa ferramenta para compra e venda de produtos na Internet.

PROMOÇÃO

Poderá ainda adquirir junto o E-Book que lancei sobre a Norma ISO 9001:2008 que custa R$ 15,00 (saiba mais nesse link). Comprando tudo junto você paga apenas R$ 20,00!

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Para mais informações entre em contato comigo.
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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Benefícios de Sistemas ERP e automação dos processos

Olá pessoal, cada vez mais as empresas estão investindo na automação dos seus processos. Recentemente conversei com um leitor do blog por telefone que me disse que na região onde ele mora poucas empresas utilizam softwares ERP para gerenciar seus principais processos, esse leitor me informou inclusive que um supermercado da região controlava a maior parte dos seus processos ainda com EXCEL. Não que o Excel não seja uma boa ferramenta, mas o que está em jogo é a aplicabilidade. No caso de um supermercado um sistema com uma base de dados de produtos integrado a um leitor de código de barras traz maior velocidae, integração e confiabilidade ao processo do que uma planilha eletrônica. Cabe ao gestor do processo analisar em cada caso qual é a melhor ferramenta tecnicamente a ser utilizada e, também, a viabilidade econômica de sua implementação.

Hoje, quando voltava do trabalho, vim pensando sobre isso e resolvi aproveitar a noite para falar um pouco mais sobre a automação de processos utilizando um ERP.

ERP significa Enterprise Resourcing Planning, são os famosos "sistemas" que as empresas utilizam para gerenciar as vendas, compras de materiais, o contas a pagar e a receber. No Brasil também ouvimos muito o termo Sistema Integrado de Gestão Empresarial, que é tudo a mesma coisa.

Ele consiste, em linhas gerais, em um conjunto de base de dados que contém as principais informações da empresa como por exemplo: catálogo de produtos, componentes e materiais dos produtos, recursos produtivos, clientes, vendedores, fornecedores, rotas etc. Essas informações podem ser gerenciadas através de um software que permite a integração dessas informações, por exemplo: quando uma venda é efetuada a prazo, o contas a receber da empresa receberá essa informação. Quando uma ordem de produção entrar no sistema, uma checagem será feita no almoxarifado para ver se existem matérias-primas e sub-componentes disponíveis, uma ordem de compras poderá ser emitida com as necessidades de materiais. É por isso que eles recebem o nome de "Integrado". É um sistema, pois é composto de vários componentes que unidos permitem que a Gestão da Empresa seja feita de forma mais eficiente.

Essas ferramentas ainda podem ser integradas a aplicativos externos como por exemplo um Palm Top para vendedores externos, um leitor de código de barras de um supermercado, ou a um mecanismo de ponto eletrônico para controlar a folha de ponto dos funcionários em uma fábrica. Em todos esses casos, bases de dados estão sendo atualizadas utilizando esses aplicativos, o que fornece ao gestor do processo informações em tempo real e com mais precisão através de relatórios. Está percebendo porque empresas investem muito dinheiro nessas ferramentas?

Na próxima vez que andar por comércios como padarias, farmácias, lojas de roupa, supermercados preste atenção na utilização desses sistemas e perceba que a quantidade de empresas que os utiliza atualmente é muito alta.

Vejo abaixo uma lista de bons fornecedores de ERP aqui no Brasil, se esqueci de algum outro fornecedor/referência me avisem.


Existem muitos outros fornecedores de softwares onde os preços variam a partir de R$ 300,00, porém o suporte não é muito bom e o grande diferencial na hora de adquirir esses sistemas é ter um suporte que possa adaptar o sistema as necessidades do seu negócio. Softwares gratuitos são uma grande furada, eu mesmo já baixei alguns pra testar e são apenas para propaganda. Você baixa, usa por um tempo e tem que adquirir o original depois. Eu acho justo pois uma melhoria tão significativa para sua empresa, que demandou esforço de programadores não poderia ser de graça. Além disso entra em questão o valor da consultoria de implementação que é muito importante na hora de calcular o valor total da aquisição do software que deve levar em conta: SOFTWARE ( Produto ) + SUPORTE ( Serviço ) .

Se quiser mais informações sobre softwares ERP fique a vontade para entrar em contato comigo para mais detalhes.

Veja também um outro post feito no Total Qualidade sobre ERP e como micro e pequenas empresas podem ganhar mais dinheiro com a sua utilização.
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terça-feira, 6 de abril de 2010

Principais tipos de Benchmarking - Alguns exemplos

O Benchmarking é um processo de melhoria contínua utilizado para comparar resultados, produtos ou práticas entre uma ou mais organizações que podem competir ou não no mesmo mercado. Em certos casos pode ser realizado dentro da própria organização entre diferentes setores. É atribuído a Xerox Corporation a criação do termo Benchmarking na década de 80. Uma definição por David Kearns, CEO da XEROX entre 1982 e 1990: "Benchmarking é o processo contínuo de comparação dos nossos produtos, serviços e práticas com as companhias reconhecidas como líderes".

Os Benchmarkings podem ser:

Benchmarking Interno

O benchmarking interno é aquele que acontece dentro de uma mesma organização. Por exemplo, quando o setor de Compras visita o setor de Informática para obter determinada informação.

Benchmarking Externo

O benchmarking externo ocorre entre diferentes organizações, por exemplo, pode ser das operações de fábricas de um determinado arranjo produtivo local (APL). Pode ser mais fácil conseguir informações em um benchmarking interno do que externo.

Benchmarking Não Competitivo

Entre empresas que não são concorrentes em um determinado mercado. Por exemplo, entre empresas de aviação e hotéis de luxo em serviços destinados a alta classe.

Benchmarking Competitivo

Benchmarking competitivo ocorre entre empresas do mesmo mercado. Por exemplo, entre Volkswagem e Renault. Poderá ser mais fácil obter informações em um benchmarking entre empresas que não competem no mesmo mercado.

Benchmarking de Desempenho

Avalia principalmente os resultados das organizações. Por exemplo, a participação no mercado de empresas de calçados, ou o índice de absenteísmo nos diferentes departamentos de uma empresa.

Benchmarking de Práticas

Avalia os processos, procedimentos, cultura organizacional, está focado em avaliar o modo de se organizar e trabalhar.
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Perceba que o Benchmarking pode pode trazer benefícios para uma organização tanto no nível estratégico como no nível operacional. Auxilia no nível estratégico quando permite a criação de metas e resultados a serem atingidos. No nível operacional, permite obter informações sobre as melhores práticas de produção e operação.

Vamos ver dois exemplos de Benchmarking e classifica-los quanto a:
  • Interno/Externo
  • Competitivo/Não competitivo
  • Desempenho/Prática
1 - Uma montadora de automóveis decide avaliar as vendas de modelos de veículos por países dos seus principais concorrentes.

Resposta: O benchmarking é classificado como Externo/Competitivo/Resultados.

2 - O setor de compras de uma rede de supermercados espalhada por vários municípios do Estado de São Paulo, decide fazer um Benchmarking sobre as práticas de negociação com fornecedores entre as principais filiais do grupo.

Resposta: O benchmarking é classificado como Interno/Não Competitivo/Prática.

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Estratégia de Operações e Qualidade - Exemplo Prático

Um grupo hoteleiro decidiu investir em um hotel para casais se hospedarem, principalmente durante o período de alta temporada. O Hotel fica numa região litorânea muito procurada por casais que em muitos casos possuem filhos e ficam em média de 3 a 4 dias no Hotel. Um variado conjunto de serviços são fornecidos dentro do hotel como banco 24 horas, restaurante, áreas vastas e diversificadas para lazer, eventos noturnos como música ao vivo e um variado conjunto de serviços de quarto. Os quartos são amplos, com acesso a Internet e televisão a cabo e podem ainda ser escolhidos com opção de cama para crianças e serviços adicionais para elas.

Um outro grupo decidiu investir em um hotel para receber visitantes a trabalho em uma região onde foi descoberto um novo recurso natural, optaram pelo investimento pois uma filial de uma grande exploradora foi instalada naquele local. A cidade anteriormente não tinha muitos recursos ou atrativos turísticos e por isso a sua estrutura hoteleira não existia. Hoje, com a nova descoberta, ela já recebe mais pessoas que visitam o local a trabalho. Como estes passam o dia inteiro a trabalho apenas ficam no hotel durante a noite. Assim, os principais serviços concentram-se no período da manhã, não existe restaurante no hotel e os demais serviços ou não existem ou são econômicos, os quartos são menores, com acesso a Internet Wi-Fi que é muito utilizado pelos trabalhadores a noite. É possível também agendar serviços de Táxi com parceiros do hotel.

Com esses dois simples exemplos você pode perceber que para cada situação diferente um conjunto de serviços é oferecido em cada hotel, e a característica fundamental é a diferença das necessidades dos dois clientes em questão.

A Estratégia de Operações tem por objetivo transformar em ações a proposta estratégica da organização. As operações da empresa são a forma como as empresas se relacionam com os clientes, são o ponto mais próximo entre ambos, sendo assim, a empresa deve usar a sua operação como diferencial competitivo. Essa percepção da operação como uma ferramenta para alcançar resultados no mercado é o que chamamos de estratégia de operações. Você acha que a estratégia de operações da Ferrari é a mesma da Fiat?

Os conceitos da qualidade também devem ser levados em conta durante a estratégia de operações, perceba que cada hotel deve planejar as suas operações de acordo com os requisitos dos seus clientes e deve operar de modo a satisfaze-los. É ainda sua função estabelecer uma sistemática para monitorar a satisfação do cliente pois esse feedback possibilitará a empresa alterar ou adaptar as suas operações com o objetivo de ser sempre mais competitiva.

As mudanças no ambiente, certamente vão alterar as necessidades dos clientes, e ouvi-los permitirá a empresa adequar a cada momento a sua estratégia de operações obtendo melhores resultados no mercado.

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