sábado, 26 de junho de 2010

Os seis procedimentos exigidos pela ABNT NBR ISO 9001:2008 - Kit Qualidade

Uma das maiores dificuldades de quem inicia os estudos sobre a norma ISO 9001 é sobre como elaborar os documentos exigidos pela norma. Como começar? Quando eu estava iniciando também tive essa dificuldade e senti falta de modelos que me ajudassem. Resolvi publicar então aqui no Blog Total Qualidade os 6 procedimentos obrigatórios exigidos pela norma ABNT NBR ISO 9001:2008 e modelos de formulários. Junto com os procedimentos também são apresentadas ferramentas opcionais em MS-ACCESS 2003 e MS-EXCEL 2003 para facilitar o controle de Ações e Não Conformidades e te ajudar no processo criativo na hora de montar o seu Sistema de Gestão da Qualidade.

O que contém esse conjunto de procedimentos?

Procedimento 01 - Controle de Documentos e Registros

Formulário 1.1 - Guia de Remessa de Documentos
Formulário 1.2 - Documentos de Origem Externa
Formulário 1.3 - Lista Mestra para controle de documentos

Procedimento 02 - Controle de Produto Não Conforme

Formulário 2.1 - Controle de Produto não conforme

Procedimento 03 - Auditorias

Formulário 3.1 - Plano Anual de Auditoria
Formulário 3.2 - Relatório de Auditoria
Formulário 3.3 - Checklist de Auditorias Internas


Procedimento 04 - Tratamento de Não Conformidades

Formulário 4.1 - Relatório de Não Conformidade (RNC)
Formulário 4.2 - Plano de Ação 5W2H
Formulário 4.3 - Controle de Ações

Controle de Não Conformidades (MS - ACCESS) - Com um formulário simples você poderá controlar o status das não conformidades, sabendo quais ainda estão pendentes ou concluídas, o que vai te ajudar no processo de controle dos RNC´s.

Meu objetivo com esses procedimentos é facilitar o seu aprendizado e permitir que você elabore os procedimentos de acordo com as características da sua organização. Poderá ser ainda uma referência para a elaboração de outros procedimentos que não são obrigatórios para Certificação de um Sistema de Gestão da Qualidade baseado na ISO 9001, mas que poderão ser elaborados para facilitar o atendimento aos requisitos da norma, como por exemplo procedimentos de Aquisições, procedimentos de Projeto e Desenvolvimento, etc.

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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Requisitos da ABNT NBR ISO 14001:2004 (1/2)


Já tenho a certificação na norma ISO 9001. Meu Sistema de Gestão da Qualidade já está a todo vapor. E agora? O que vai ser preciso fazer para implementar a norma de Sistemas de Gestão Ambiental ABNT NBR ISO 14001:2004? Nesse post vou apresentar os principais requisitos desta norma, pretendo fazer um grande resumo para que você tenha idéia da estrutura geral desta norma muito importante em um cenário onde as empresas se tornam pontos centrais na questão ambiental.

Você já deve ter ouvido falar em Sistema de Gestão Integrado, não já? Isso acontece quando normas de diferentes Sistemas de Gestão como a ISO 9001 (Qualidade) são usadas em conjunto com a norma ISO 14001 (Meio Ambiente) ou outras como a OHSAS 18001 (Saúde e Segurança). Isso torna-se possível porque as normas são estruturadas de forma semelhante e possuem requisitos em comum. Então, se você já é certificado na norma ISO 9001 nem vai precisar implementar todos os requisitos da norma ISO 14001, pois existem requisitos semelhantes. Só vai precisar reescrever e adaptar alguns procedimentos e implementar os novos.

Como o conteúdo deste resumo não ficou pequeno resolvi dividi-lo em dois posts.


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Resumo dos requisitos da Norma ISO 14001

  • Em primeiro lugar esta norma NÃO exige um Manual, diferente da ISO 9001.

  • Política Ambiental - já falamos sobre ela aqui no blog, veja mais clicando no link.
  • Um Procedimento para identificar aspectos e impactos ambientais.
Para exemplificar - Um aspecto ambiental pode ser um reservatório de óleo, um impacto ambiental associado seria derramamento de óleo. Já coloquei no blog o processo de identificação de perigos e riscos baseado na OHSAS 18001:2007, é bastante parecido com a identificação de aspectos e impactos ambientais, sugiro dar uma conferida.

  • Um Procedimento para identificar e manter atualizados requisitos legais relacionados aos seus aspectos ambientais.

É preciso atender a legislação aplicável no que se refere a meio ambiente. Como é difícil ficar ligado o tempo todo nas leis que estão saindo é muito comum as empresas terceirizarem esse processo. Por isso, implantar ISO 14001 em um determinado tipo de negócio ou região geográfica pode ter muitas diferenças.

  • Definição de Objetivos, Metas e Programas

Se o meu objetivo é reduzir a produção de lixo, então eu devo montar um programa de redução de lixo, por exemplo, utilizando palestras, mecanismos de conscientização, adotando novas regras de consumo na empresa, etc.

Os objetivos devem ser coerentes com a política ambiental. Os objetivos devem atender aos requisitos legais subscritos por uma organização. Se a lei determina que a emissão de CO2 de sua empresa tenha um determinado nível, então o seu sistema de gestão ambiental deverá respeitar isso.

  • Recursos, funções, Responsabilidades e autoridades

A norma ISO 9001 já exige tudo isso, porém para a realização de um produto que atenda as necessidades dos clientes. Neste caso, para atender a ISO 14001 é só fazer a revisão nestes documentos. Quais os recursos que deverão ser destinados a implementação e manutenção de um SGA? Quais as responsabilidades e autoridades? Deve ser nomeado um representante específico, assim como o responsável da direção da ISO 9001 e eles podem ser a mesma pessoa.

  • Competência, treinamento e procedimento de conscientização
A necessidade de competência profissional da ISO 9001 é referente a pessoas cujo trabalho afetem a conformidade com os requisitos do produto, na 14001 a necessidade existe para aquelas pessoas cuja atividade tenha o potencial de causar impacto ambiental significativo.

Treinamentos na ISO 14001 são referentes aos aspectos ambientais. Por exemplo, para que um tanque de óleo não cause um derramamento é necessário procedimentos de manuseio e conservação e de pessoas treinadas. Esse é um exemplo de identificação de necessidades de treinamentos, perceba que identificar os aspectos e impactos ambientais da organização é o primeiro passo desse projeto de implantação da ISO 14001, falhar naquela etapa significa propagar o erro.

Se você é fera em ISO 9001, logo vai se acostumar com a 14001.Ambas seguem a estrutura do PDCA e os seus termos e definições são os mesmos. No final de cada norma, existe para facilitar um quadro comparativo entre as normas.

A norma exige um procedimento de conscientização dos funcionários ou pessoas que trabalhem em seu nome, eles devem estar conscientes da importância de estar em conformidade com a política ambiental e os requisitos do SGA, de quais são os aspectos ambientais significativos e respectivos impactos reais ou potenciais associados com seu trabalho, de suas funções e responsabilidades no SGA e das potenciais consequências da inobservância de procedimentos especificados.

  • Estabelecer um procedimento de Comunicação interna e externa dos seus aspectos ambientais significativos

A organização decidirá se vai comunicar a partes interessadas externas os seus aspectos ambientais significaticos, ela deve documentar essa decisão. Se decidir comunicar, a organização deve estabelecer e implementar os métodos adequados.


No próximo post vamos concluir a apresentação geral da norma ISO 14001.
Colocarei o link aqui.


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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Indicadores de QSMS no Balanced Scorecard (BSC)


Implantar um Sistema de Gestão Integrado é uma decisão Estratégica da Organização. Se não houver apoio da Alta Direção as chances do programa ter sucesso serão próximas de zero! Toda grande mudança em uma organização deve ser de interesse e incentivada pelos seus Diretores. Empresas que já possuem um processo de planejamento estratégico poderão inserir nele vários requisitos de um Sistema de Gestão Integrado como por exemplo, revisão das políticas e objetivos de QSMS, revisão dos indicadores, estabelecimento de planos de ação e programas, e assim vai.

Se a sua organização ainda não possui um processo de planejamento estratégico eu recomendo implementar um, não é um processo caro, só vai demandar algumas orientações e conhecimento. No final a empresa tem um conhecimento e controle maior sobre sua missão, visão, estratégia e objetivos. Fica mais fácil competir e chegar em algum lugar.

Hoje vou dar um exemplo de como incluir os indicadores de QSMS dentro do Balanced Scorecard (BSC) para que seja feito o acompanhamento dos indicadores da empresa (acompanhamento do plano estratégico) junto com os indicadores de QSMS.

O Balanced Scorecard, divide os objetivos e consequentemente seus indicadores em 4 perspectivas:
  • Financeira
  • Clientes
  • Processo
  • Aprendizado e Conhecimento
A norma ISO 9001:2008 estabelece como requisito que a empresa tenha indicadores para medir os processos do Sistema de Gestão da Qualidade (Requisito 8.2.3) e também para evidenciar o atendimento aos objetivos da qualidade (Requisito 5.4.1)

A norma ISO 14001:2004 estabelece no Requisito 4.3.3 a medição ambiental e a norma OHSAS 18001:2007 estabelece os indicadores de SST (Saúde e Segurança do Trabalho) também no Requisito 4.3.3.

A sugestão é a seguinte, transformar as perspectivas de um BSC clássico em um BSC que considere também indicadores de QSMS. Dessa forma todos os indicadores da organização são visualizados e controlados juntos, o que é fundamental para o sucesso da estratégia da organização.

O novo BSC será dividido da seguinte forma:

  • Perspectiva Financeira
  • Perspectiva Clientes (incluindo indicadores de Qualidade) e Perspectiva Sociedade (incluindo indicadores ambientais)
  • Processos Internos (vão incluir indicadores de Saúde e Segurança)
  • Aprendizado e Conhecimento



Perceba também que os indicadores da Qualidade também poderão estar nas perspectivas Processos Internos e Aprendizado e Conhecimento, lembre-se que a Qualidade é Total e deve estar inserida em vários processos da organização, desde a preparação dos recursos humanos, passando pelo planejamento e execução dos processos e produtos, até a entrega ao cliente final.

Espera-se que empresas ao utilizarem modelo como esse tenham um controle mais eficiente e eficaz dos seus resultados.


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terça-feira, 22 de junho de 2010

Você sabe o que é Downsizing?

Recentemente, lendo um livro sobre finanças, me deparei com este termo. Ele é o terror para muitos trabalhadores, mas qualquer acionista o adora pois é uma forma de redução de custos e maximização de valor para a organização. Para os trabalhadores é apenas mais uma forma capitalista de cortar empregos e deixar famílias a beira do caos. A realidade é que os negócios precisam ser a cada dia mais enxutos e produzirem utilizando uma equipe desenvolvida, sem burocracias e altamente produtiva. Empresas estão nascendo a cada dia, de olho em uma fatia do mercado. Vai ganhar essa briga quem conseguir produzir mais, melhor e com o menor custo.

O downsizing tem por objetivo tornar a empresa mais enxuta, trazendo assim maior produtividade. É preciso que se tenha cuidado com o fato de se esperar que a produtividade aumente apenas com a demissão de funcionários. Já tratamos sobre isso no blog mostrando as principais relações entre produtividade e qualidade.

Com menos burocracia e mais enxuta a tomada de decisão na organização passa a ser feita de forma mais ágil, o que é fundamental nos dias de hoje. Vivemos um mundo onde somos transformados a cada instante, a velocidade com que as coisas acontecem são incríveis. A cada ano que se passa as gerações são contadas em menor escala de tempo. E é no ambiente corporativo que as mudanças são planejadas, decididas, desenvolvidas e apresentadas ao mundo.

Com o downsizing, a comunicação também é beneficiada dentro da empresa. Em empresas ultrapassadas (existem muitas hoje em dia) a hierarquia e a burocracia eram formas de centralizar a tomada de decisão e de possuir o controle sobre os trabalhadores. Hoje é diferente! As pessoas pensam mais, têm mais liberdade para tomar decisão, trabalham em equipe e precisam de facilidade na comunicação, o empowerment é cada vez maior.

As vezes, durante um projeto de downsizing, pode ser relevante terceirizar o serviço. Será que precisamos ter um departamento médico em nossa construtora? Qual a viabilidade de contratar uma empresa terceirizada? Precisamos ter uma Diretoria de TI em nossa fábrica de laminados?

Terceirizações devem levar em conta, claro, decisões estratégicas da corporação. Notamos então relações diretas entre um projeto de downsizing e o planejamento estratégico de uma organização.

Sou da área de QSMS, e desde 2006 estudo esses temas junto com o curso de Engenharia de Produção. É comum as pessoas dizerem que os conceitos da qualidade e principalmente os requisitos da ISO 9001 são mera burocracia e que seus resultados não são suficientes para justificar o seu investimento. Seria então o QSMS presa fácil para um projeto de downsizing?

Na minha opinião as pessoas acabam tendo uma visão distorcida sobre essas áreas do conhecimento que estão cada vez mais presentes nas empresas. Eu não acredito que a Qualidade seja apenas mais uma burocracia para as organizações, eu já estive em sistemas de gestão muito burocráticos, mas já participei de implementação de sistemas completamente ágeis e fáceis de gerenciar. O grande problema está em como implementar o Sistema de Gestão, seja ele de Qualidade, Meio ambiente ou Segurança e Saúde Ocupacional, ou ainda Integrado.

O foco da área financeira sempre será reduzir os custos. Mas qual é a decisão estratégica da empresa?

As questões ambientais e de segurança são importantíssimas neste novo século e considero que, devido a sua importância, seja necessário uma participação mais ativa do Estado no processo de elaboração de leis e fiscalização, até que esses conceitos sejam facilmente incorporados pelos gestores de empresas. É tudo uma questão de valores e cultura.

Na minha opinião as empresas devem ser sim mais enxutas, desde que respeitem e atendam as necessidades de seus clientes, preservando o meio ambiente e a saúde de seus colaboradores. Se não conseguirem isso, estarão pensando no curto prazo. Estarão pensando em apenas melhorar os resultados financeiros do próximo balanço, apenas estarão preocupadas em ser a sensação do momento. Quem pensar no futuro, em construir uma carteira de clientes fiéis, ter colaboradores mais satisfeitos e preservar o meio ambiente, com certeza estará gerenciando uma empresa com grandes possibilidades de sucesso no século XXI.


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quinta-feira, 17 de junho de 2010

ABNT NBR ISO 31000 - Princípios da Gestão de Riscos


A quantidade de acidentes nas organizações é cada vez mais maior no Brasil e no mundo. Dados da SUSEP nos mostram que no período de 2003 até 2009 o Sinistro Direto Anual em Riscos de Engenharia tiveram um crescimento no Brasil de 68%. O Acidente da British Petroleum (BP) já é o maior desastre ambiental da história dos EUA, com prejuízos estimados que ultrapassam a casa dos 30 bilhões de dólares e que continuarão aumentando. Outro dado curioso é do número de empresas que fecham a cada dia. No Brasil, por exemplo, poucas são as empresas que têm vida longa, 27% delas fecham no primeiro ano. Será que essas empresas estão dando atenção especial a um fator importante chamado Gestão de Riscos?

Fonte: www.susep.gov.br


No ano passado saiu a norma ISO 31000 e no Brasil foi lançada em 30/11/2009 a ABNT NBR ISO 31000 - Gestão de Riscos, Princípios e Diretrizes. Eu já li a norma algumas vezes e a considero uma boa referência para quem quer começar a implantar um processo de Gestão de Riscos. Ela não tem finalidade de certificação, porém é uma ferramenta que pode trazer maiores diferenciais competitivos para as empresas que utilizarem os seus conceitos. Vou explorar esse tema daqui pra frente no blog. O processo de gestão de riscos da norma é bem parecido com o da norma OHSAS 18001 (veja post feito aqui no blog).

Quando o gerenciamento dos riscos da organização for feito de forma integrada e sistemática espera-se que os sinistros nas organizações diminuam. Será verdade? Só implementando os requisitos da norma para saber. A minha expectativa é que sim! Quando as pessoas definem a sua disposição a aceitar determinados níveis de risco e avaliam cada detalhe de uma operação, elas ficam mais aptas a atingir os seus objetivos. Se muitos pequenos empreendedores conhecessem o processo de gestão de riscos dessa norma, provavelmente não teriam que fechar seus negócios nos primeiros anos de funcionamento.

Hoje vamos conhecer os princípios da gestão de riscos segundo a ABNT NBR ISO 31000.

Princípios da Gestão de Risco - Requisito 3


Para a gestão de riscos ser eficaz, convém que uma organização, em todos os níveis, atenda aos princípios abaixo descritos.

a) A gestão de riscos cria e protege valor.

A gestão de riscos contribui para a realização demonstrável dos objetivos e para a melhoria do desempenho referente, por exemplo, à segurança e saúde das pessoas, à segurança, à conformidade legal e regulatória, à aceitação pública, à proteção do meio ambiente, à qualidade do produto, ao gerenciamento de projetos, à eficiência nas operações, à governança e à reputação.

b) A gestão de riscos é parte integrante de todos os processos organizacionais.

A gestão de riscos não é uma atividade autônoma separada das principais atividades e processos
da organização. A gestão de riscos faz parte das responsabilidades da administração e é parte integrante de todos os processos organizacionais, incluindo o planejamento estratégico e todos os processos de gestão de projetos e gestão de mudanças.

c) A gestão de riscos é parte da tomada de decisões.

A gestão de riscos auxilia os tomadores de decisão a fazer escolhas conscientes, priorizar ações e distinguir entre formas alternativas de ação.

d) A gestão de riscos aborda explicitamente a incerteza.

A gestão de riscos explicitamente leva em consideração a incerteza, a natureza dessa incerteza, e como ela pode ser tratada.

e) A gestão de riscos é sistemática, estruturada e oportuna.

Uma abordagem sistemática, oportuna e estruturada para a gestão de riscos contribui para a eficiência e para os resultados consistentes, comparáveis e confiáveis.

f) A gestão de riscos baseia-se nas melhores informações disponíveis.

As entradas para o processo de gerenciar riscos são baseadas em fontes de informação, tais como dados históricos, experiências, retroalimentação das partes interessadas, observações, previsões, e opiniões de especialistas. Entretanto, convém que os tomadores de decisão se informem e levem em consideração quaisquer limitações dos dados ou modelagem utilizados, ou a possibilidade de divergências entre especialistas.

g) A gestão de riscos é feita sob medida.

A gestão de riscos está alinhada com o contexto interno e externo da organização e com o perfil do risco.

h) A gestão de riscos considera fatores humanos e culturais.

A gestão de riscos reconhece as capacidades, percepções e intenções do pessoal interno e externo
que podem facilitar ou dificultar a realização dos objetivos da organização.

i) A gestão de riscos é transparente e inclusiva.

O envolvimento apropriado e oportuno de partes interessadas e, em particular, dos tomadores de decisão em todos os níveis da organização assegura que a gestão de riscos permaneça pertinente e atualizada. O envolvimento também permite que as partes interessadas sejam devidamente representadas e terem suas opiniões levadas em consideração na determinação dos critérios de risco.

j) A gestão de riscos é dinâmica, iterativa e capaz de reagir a mudanças.

A gestão de riscos continuamente percebe e reage às mudanças. Na medida em que acontecem eventos externos e internos, o contexto e o conhecimento modificam-se, o monitoramento e a análise crítica de riscos são realizados, novos riscos surgem, alguns se modificam e outros desaparecem.

k) A gestão de riscos facilita a melhoria contínua da organização.

Convém que as organizações desenvolvam e implementem estratégias para melhorar a sua maturidade na gestão de riscos juntamente com todos os demais aspectos da sua organização.

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Perceba que a Gestão de Riscos está diretamente ligada aos objetivos de um negócio. Estratégia e Risco em Geral são dois termos que aparecem juntos. Qual o risco de eu não atender o meu plano financeiro? Qual o Risco de o meu projeto atrasar? Qual o risco de um novo produto não atingir sucesso comercial?

Perceba também que ela deve estar inserida nos processos organizacionais. Assim como a qualidade não deve ser vista como um processo a parte, e sim parte integrante dos processos da organização a gestão de riscos também deve ser "Total". Levar em conta os riscos durante projetos e mudanças em situações de trabalho pode contribuir para uma operação mais segura e confiável. Executar tarefas ciente dos riscos envolvidos também é fundamental para o sucesso no dia a dia, evitando acidentes, baixa produtividade e impactos ambientais.

Gerenciar riscos significa, não expor o capital, não expor as pessoas e não prejudicar o meio ambiente. Acredito que quanto maior for o amadurecimento das organizações nesse sentido maiores serão as possibilidades de atingir seus objetivos e se preparar para situações críticas.

ATUALIZAÇÃO


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sábado, 12 de junho de 2010

Exemplos de Validação de Processos - Requisito 7.5.2 da ISO 9001:2008

Uma leitora do blog me pediu essa semana por e-mail alguns exemplos de validação de processos. Achei pertinente transformar o tema em um post aqui no blog para compartilharmos essa idéia. No início dos meus estudos sobre a norma ISO 9001 eu também tive muitas dúvidas sobre o requisito 7.5.2 para ser sincero, hoje tenho um pouco menos rsrs. Esse é um daqueles requisitos que as vezes confundem as pessoas e só a experiência e conhecimento de exemplos práticos podem nos ajudar a entendê-lo.

Em resumo, a validação do processo deverá ocorrer quando não puder ser feita a validação do produto ou serviço a ser entregue. Se você puder medir as características/requisitos de um produto ou serviço, então você não aplicará este item, deverá ser feita a validação do produto através da medição apropriada.

Em certos produtos ensaios destrutivos podem garantir que um processo está operando de forma confiável. Por exemplo, para sabermos se a sopa está quente e com um nível de sal solicitado, você não precisa beber a sopa inteira, pode fazer isso por amostras. Para saber se 1000 fósforos vão funcionar, você não precisa queimar os mil. Nesses exemplos podemos ver uma forma de se validar um processo produtivo. As amostras nos permitem dizer, mesmo sem medir todos os produtos, que aquele processo atende as suas disposições planejadas e é capaz de produzir um produto que atenda as exigências.

Da mesma forma que devem ser mantidos registros de medição e monitoramento de produto (Requisito 8.2.4) deverão ser mantidos registros de validação dos processos.

Agora que já temos um entendimento sobre a validação de processos vamos verr exemplos práticos de sua aplicação ou não.

Dois exemplos de não aplicação do 7.5.2

1 - Fabricação de réguas escolares de 20, 30 e 40 cm.

Essa característica pode ser medida, por isso não se aplica a validação de processos.

2 - Distribuidora de aparelhos eletrônicos

Uma empresa de transportes é responsável por entregas de aparelhos eletrônicos de uma grande marca. Seu produto pode ser medido de acordo com as quantidades entregues, estado do produto e os modelos entregues, etc. Também não se aplica a validação de processos. Por quê? O produto pode ser medido.

Vamos para o que interessa exemplos onde é necessário validar o processo.

1 - Desenvolvimento e comercialização de um novo remédio para pressão.

Não tenho muito conhecimento sobre a indústria farmacêutica. Mas imagine que um remédio fosse lançado ou mesmo comercializado regularmente. Você iria esperar um paciente humano consumir o remédio para checar seus efeitos colaterais? Por isso existem, por exemplo, os testes com animais. Isso evita que erros sejam detectados antes do uso pelo cliente. Ao longo deste post você vai perceber que quanto maior for o fator SEGURANÇA do produto/serviço maior será a necessidade de confiabilidade e validação dos processos. Nesses casos o risco de uma falha tem uma severidade maior.

2 - Combate a incêndios e situações de emergência

Imagine que você é o responsável pelo serviço de emergência e combate a incêndios. Quando esse serviço é prestado? Quando realmente ocorrer um incêndio e uma situação de emergência. Mas você vai esperar que essa situação aconteça para verificar que o seu processo é eficaz? Por isso existem as simulações, para verificar a capacidade do processo em fornecer um serviço que atenda aos requisitos de, em primeiro lugar salvar vidas e depois o patrimônio da organização.

3 - Projeto de uma nova fábrica

Você está em uma empresa de consultoria e foi contratado para desenvolver o projeto de uma fábrica. Desenhar o seu layout, decidir sua localização geográfica, modelar o processo, dimensionar recursos e capacidade produtiva. Pois bem, você pode fazer todo esse processo e entregar o projeto para o seu cliente. Mas, antes dele investir, construir a fábrica, contratar pessoas, comprar máquinas e disponibilizar capital de giro não seria inteligente simular todo o contexto produtivo dessa nova fábrica. O software ARENA ajuda a simular todo esse ambiente.

4 - Piper Alpha

Quem viu o case do acidente na plataforma Piper Alpha no Mar do Norte já viu que a causa raiz estava relacionada a utilização inadequada da permissão de trabalho para troca correta de informações entre pessoas de diferentes turnos de trabalho. Porém, depois do incêndio iniciar o processo de resgate se mostrou muito lento e não conseguiu faze-lo corretamente. Se tivesse sido feita uma validação desse processo , talvez mais vidas pudessem ter sido salvas.

5 - Serviço de Salva-Vidas

Você acha que os salva-vidas esperam acontecer um afogamento para verificar se estão preparados, se possuem capacidade para salvar alguém em determinada situação?

6 - Roupas de Astronauta

Eu ainda não vi uma presencialmente, nem mesmo o seu processo produtivo. Mas com certeza, quando ela foi produzida para ser utilizada em ambientes cuja aceleração da gravidade fosse diferente dos 9,8 m/s2 como é aqui embaixo, os desenvolvedores fizeram simulações e testes simulando um ambiente com as características esperadas. Eles não esperaram os astronautas irem até o espaço, em ambientes com aceleração da gravidade diferentes, para verificar se o produto iria atender as necessidades.

7 - Fósforos de cozinha

Como garantir o seu funcionamento adequado? Selecionando parte da produção e efetuando as medições. É uma forma de se validar se o processo é ou não capaz de produzir conforme as especificações.

8 - Validação de Baterias (Atualização)

Como garantir que uma bateria vai durar tanto tempo antes de o cliente utilizá-la?



Simultaneidade entre produção e consumo

Um quadro muito interessante sobre esse tema está na página 87 do livro ADMINISTRAÇÃO DE PRODUÇÃO E OPERAÇÕES. Henrique Corrêa e Carlos Corrêa. São Paulo. Atlas.2005

Segundo Corrêa e Corrêa "Quanto menos tempo decorrer entre a produção e o consumo, menos oportunidade o gestor de operações terá de executar atividades que, por sua própria natureza, têm que ser realizadas neste intervalo. Uma delas é o controle de qualidade do produto acabado. Isso significa que a gestão da qualidade terá necessariamente que se basear no controle dos processos, mais que no controle dos produtos. "




Perceba através destes exemplos a importância de validação, temos que entregar um produto e não temos como medir se está conforme antes da entrega ao cliente. Para evitar erros sob uso do cliente devemos checar de todas as formas necessárias o processo produtivo.

Não sou o dono da verdade, e nem pretendo ser um dia. Gosto de apresentar minhas idéias, ouvir outras opiniões e transformar meu conhecimento. Devido a norma ISO 9001 deixar dúvidas em alguns requisitos, podem existir interpretações diferentes para um mesmo requisito. Um dos meus objetivos com esse blog é trocar "figurinhas" quando temas como este aparecem.

Em fóruns de discussão sobre ISO 9001 já vi pessoas discordarem sobre esse requisito, geralmente não é tão comum e simples ter um consenso sobre um determinado assunto. É como meu amigo Ronaldo do Qualiblog citou uma vez, implantar sistemas de gestão da qualidade é como andar de bicicleta, você tenta, cai, tenta, cai e a cada dia vai melhorando continuamente até conseguir dominar com facilidade.

Eu conversei com outras pessoas sobre esse tema e também gostaria que você desse a sua. Como você trabalha esse requisito no seu sistema de gestão da qualidade? Acha que algum dos exemplos citados não está dentro da proposta do requisito? Quais outros você considera interessante? Sua contribuição só tem a enriquecer o nosso blog.

Até o próximo.
Rigoni

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

E-book Ciclo PDCA e Ferramenta MASP, inclui Ações Corretivas e Preventivas da ISO 9001

Nos últimos três meses comecei a compilar todo um material para facilitar o tratamento de não conformidades dentro de uma organização. Em outras palavras, quais ferramentas e como utiliza-las para solucionar problemas e alcançar melhores resultados? Neste E-book sobre MASP e PDCA você vai aprender como essas ferramentas podem ajudar na melhoria contínua dentro de um sistema de gestão da qualidade baseado na norma ISO 9001 ou também a melhorar os resultados da sua empresa mesmo não possuindo a certificação ISO 9001.

Ao utilizar uma Metodologia de Análise e Solução de Problemas (MASP) a organização é mais eficiente e eficaz no combate a não conformidades e consegue padronizar os resultados da melhoria, aprende com seus erros e fica menos vulnerável a problemas semelhantes no futuro.

Este, pode ser ainda um material prático a ser utilizado em treinamentos de procedimentos de Ações Corretivas e Preventivas exigidos pela ISO 9001:2008 durante implementação e manutenção de um SGQ.

Ao longo de 26 páginas são apresentados os conceitos, etapas e aplicações do PDCA e MASP. São apresentadas também outras ferramentas que podem ajudar na análise e solução de problemas como a matriz GUT, 5 Porques, Benchmarking e Brainstorming.

Esse material contém:

  • E-book PDCA MASP (26 páginas)
  • Procedimento para Ações Corretivas e Preventivas 8.5.2 e 8.5.3 da Norma ISO 9001:2008
  • Formulário Relatório de Não Conformidade (RNC)
  • Formulário Plano de Ação 5W2H1S
  • Planilha Eletrônica para Controle de Ações Corretivas e Preventivas
O preço de todo este material é de apenas R$ 10,00. E a compra é feita através do PAGSEGURO da UOL.


Pode ainda adquirir junto com o E-book da ISO 9001 por apenas R$ 20,00. Clique aqui e saiba mais sobre o E-book da ISO 9001 do Total Qualidade Blog.



Qualquer dúvida pode ainda me contatar por e-mail. jose.rigoni@yahoo.com.br

Veja algumas imagens do Material Completo.












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terça-feira, 1 de junho de 2010

Tipos de Brainstorming para geração de idéias

O brainstorming é uma poderosa ferramenta para geração de muitas idéias sobre um tema pré definido. Estimula a criatividade e a inovação das pessoas através do envolvimento entre os participantes e gera em cada colaborador a sensação de contribuição para o trabalho ou produto a ser desenvolvido, ou melhoria a ser implementada. Em geral é conduzido por um membro durante uma reunião de geração e discussão de idéias com pessoas que podem ser de diversas áreas e inclusive empresas.

O Brainstorming pode ser conduzido de duas maneiras:

  • Brainstorming Estruturado: A cada rodada cada membro deve dar uma idéia sobre o tema escolhido. Podem ser definidas em função do tempo quantas rodadas serão feitas ou ainda deixar que o brainstorming prossiga até que todos não tenham mais idéias para apresentar. Esse brainstorming tem uma vantagem pois evita que os membros mais comunicativos predominem sobre os mais quietos. Ajuda a ainda a impedir a inibição de opiniões em reuniões onde pessoas de diferentes níveis hierárquicos de uma organização participam.
  • Brainstorming Não estruturado: Todos podem, a qualquer momento, dar uma opinião, não existe vez como no brainstorming estruturado. A vantagem é que as pessoas em geral "pegam carona" nas idéias, é menos metódico e mais dinâmico. Ideal quando as pessoas do grupo são todas comunicativas e pouco tímidas.
Etapas de um Brainstorming

Em geral, um Brainstorming pode ser conduzido de acordo com as seguintes etapas: definição do tema, escolha da equipe, definir o tipo de brainstorming, Geração de idéias em reunião, seleção das idéias e elaboração de um relato final sobre o tema que pode inclusive incluir oportunidades de melhoria no processo de realização de um brainstorming.





Dicas na hora de conduzir um Brainstorming

  • Qualquer opinião deve ser registrada, de preferência em um quadro onde todos terão ao longo da reunião a visão do que já foi apresentado;
  • Por mais “inútil” que possa parecer a opinião o membro não pode ser discriminado e sua informação deixar de ser anotada, isso pode inibir aquele membro de gerar boas novas idéias, todos devem receber o mesmo tratamento;
  • A primeira coisa que vier na cabeça deve ser dita;
  • Não é permitido dizer NÃO;
  • Alavancar idéias já dadas, “pegando carona” em outras opiniões.
Como exercício, pratique um brainstorming com alguém sobre um determinado tema e confira os resultados. Perceba que o brainstorming nada mais é do que uma ferramenta prática para estruturar a geração e seleção de idéias.

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