sábado, 31 de março de 2012

A Logística da Fedex (Federal Express) - Veja como os objetivos da qualidade impactam na operação de uma empresa




A logística da Fedex (Federal Express) é uma verdadeira corrida contra o tempo.  São quase 4 milhões de pacotes sendo despachados para mais de 200 países todos os dias.  Tudo que você imaginar é enviado para os quatro cantos do mundo, desde animais até produtos eletrônicos e cartas, etc, etc, etc.

Nos Estados Unidos, todos os itens são enviados para a cidade de Memphis, um típico centro de gravidade de onde, na madrugada, são remetidos para vários outros centros de distribuição ao redor do mundo.  A Fedex têm um objetivo da qualidade muito claro "Levar de um dia para o outro produtos em qualquer lugar do mundo". 



A Fedex, na época do video, tinha quase 1000 aviões e 150 mil funcionários que trabalhavam para atender ao objetivo principal de entregar os produtos da noite para o dia em qualquer continente menos Antártida.

Este video é uma verdadeira aula sobre objetivos da qualidade e Planejamento e Controle da Produção.  Interessante a importância dada o monitoramento do clima, nunca pensei que eles fizessem isso e interessante o fato de a Fedex ter um plano de contenção para qualquer emergência, se um dos aviões quebra, já tem um outro vindo de uma outra cidade que pode dar uma "mãozinha", ou seja, eles não ficam expostos ao acaso, sabem gerenciar os riscos.

Vale a pena conferir o video de 15 minutos


Com esse vídeos vemos a forte relação entre o requisito 5.4.1 - Objetivos da Qualidade e o 7.1 - Planejamento da Realização do Produto.   Em 7.1, onde é comentado sobre o plano da qualidade do produto é dito que este deve incluir referências aos objetivos da qualidade, e na minha opinião, se você quer ser reconhecido "Pela empresa que entrega de um dia para o outro" ou se você quer ser reconhecido como "A empresa que entrega no menor custo." então você deve estabelecer um produto (7.1) que atenda ao seu objetivo da qualidade (5.4.1)

Sempre que faço uma apresentação desses dois requisitos gosto de utilizar esse video. 

Na minha opinião esse é um ótimo exemplo entre estratégia e operações, quem já leu o nosso artigo sobre estratégia de operações, logo perceberá a importância dessa estratégia no modelamento dos produtos e serviços de uma empresa.



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sexta-feira, 30 de março de 2012

Livro Gestão da Qualidade - Conceitos e Técnicas de Luiz Cesar Ribeiro Carpinetti


Depois de ler o livro Gestão da Qualidade - ISO 9001:2008 - Princípios e Requisitos, do mesmo autor, comprei também este outro livro da mesma série.  Estou com uma coleção bastante variada de livros referentes a qualidade, mas sempre que aparece um novo e me desperta interesse não perco a oportunidade adquiri-lo e se a leitura for boa sempre compartilho aqui no Total Qualidade. O que me chamou a atenção neste livro compacto de 241 páginas é o seu conteúdo mais detalhado sobre ferramentas da qualidade e o Seis Sigma. Como os demais livros do autor Luis Cesar Ribeiro Carpinetti tem uma leitura de fácil compreensão e com uma grande riqueza de conteúdo. Aproveite para conhecer mais livros que comentamos aqui em nossa Livraria da Qualidade.

Veja quais são os 11 capítulos do livro que está divido em 3 grandes partes:


Parte I - Evolução do Conceito e da Prática de Gestão da Qualidade

Capítulo 1 - A evolução do conceito e da prática da gestão da qualidade
Capítulo 2 - Princípios da qualidade e modelo de gestão
Capítulo 3 - Sistema de Gestão da Qualidade ISO 9001

Parte II - Técnicas de Gestão da Qualidade nas Operações de Produção

Capítulo 4 - Ferramentas para o controle e melhoria da qualidade
Capítulo 5 - Desdobramento da Função Qualidade (QFD)
Capítulo 6 - Análise do Modo e do efeito da falha (FMEA)
Capítulo 7 - Seis Sigma
Capítulo 8 - Técnicas aplicadas ao Seis Sigma

Parte III - Gestão Estratégica da Qualidade

Capítulo 9 - Desdobramento e gestão de estratégias de qualidade e melhoria
Capítulo 10 - Sistemas de medição de desempenho
Capítulo 11 - Benchmarking


Vai fazer monografia, projeto, consultoria, montar um plano de curso ou treinamento ou simplesmente quer uma leitura prazerosa sobre gestão da qualidade?  Então deixo a minha recomendação, vale a pena comprar este livro.
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quinta-feira, 29 de março de 2012

Exemplos de Empreendedorismo Social





Hoje vamos discutir um conceito interessante no Total Qualidade que diz respeito ao empreendedorismo. Muitas pessoas quando pensam na criação de seus negócios, o fazem com objetivos pessoais: serei livre, terei a minha empresa, posso ganhar mais dinheiro, serei rico, etc etc. Na maior parte dos casos essas são as principais motivações para se meter no desafiante mundo do empreendedorismo. Porém, atualmente, têm sido comum os casos que vão na direção contrária, onde a maior motivação é causar um bem social. Ora, aprendemos na escola, na universidade e no dia a dia que as empresas que deveriam promover o bem coletivo são as empresas públicas, ou as autarquias, ou as empresas do governo e seja lá o nome que for. As empresas privadas existiriam apenas para dar lucro para o seu dono e na melhor das hipóteses gerar alguns empregos e nada mais do que isso.

A grande verdade é que hoje essa regra básica está se transformando e uma quantidade de empreendedores que ganha cada vez mais espaço inicia seus negócios visando principalmente o bem coletivo, são os chamados empreendedores sociais. Neste post, vamos conhecer um pouco mais esse conceito e ver alguns exemplos interessantes.

O empreendedor social é aquele que utiliza um empreendimento, seja qual for a sua forma de associação, ou empresa, ou cooperativa, ou organização não governamental, para causar algum impacto positivo na sociedade. Em relação ao empreendedor tradicional ele usa as mesmas abordagens e conhecimentos de gestão, como liderança, gestão financeira, marketing, planejamento e controle da produção, gestão da qualidade, planejamento estratégico, ou seja, suas ferramentas gerenciais são as mesmas.

A diferença do empreendedor social para o empreendedor tradicional está no objetivo final. O primeiro visa maximizar o capital social e não apenas o capital financeiro em si, o empreendedor social quer gerar o máximo de resultados para a sociedade como um todo, mesmo que isso não dê o máximo de retorno financeiro para a companhia, já o empreendedor tradicional visa o máximo de resultados para si próprio, que em geral são resultados financeiros.

Empreendedores sociais em geral optam por fornecedores que estão na sua vizinhança, mesmo que eles ainda não estejam completamente desenvolvidos e por isso pratiquem um preço mais caro, pois  com essa escolha estão desenvolvendo a sua comunidade.

Eles também utilizam materiais reciclados, utilizam sistemas produtivos mais sustentáveis mesmo que isso signifique mais custos. Eles vendem produtos e serviços a um preço mais baixo do que o mercado oferece com intuito de atender a um público que precisa, mas não tem condições de adquirir aquele produto.

Vamos pegar dois exemplos de peso, podemos dizer que Bill Gates e Warren Buffet são empreendedores sociais? Eles se propuseram a doar grande parte de suas bilionárias riquezas...


Para Elenice Roginski Santos doações e outros gestos de caridade não vinculados a estratégia empresarial não caracterizam a responsabilidade social corporativa muito menos o empreendedorismo social. A responsabilidade social deve fazer parte da estratégia e de ações pró-ativas da alta direção da empresa. O reflorestamento de áreas desmatadas utilizando mão -de - obra local são exemplos de ações de responsabilidade social corporativa. Já a doação de agasalhos pode ser considerada um exemplo de filantropia.

Ambas são importantes, mas o que notamos de diferente é que a primeira é de caráter estrutural, que traz mudanças profundas e transforma a sociedade em suas bases, já a segunda, apenas realiza transformações momentâneas.

Warren Buffet e Bill Gates deram grandes exemplos de filantropia, doando e prometendo doar, grande parte de suas fortunas. Buffet vai doar 99% de seus mais de US$ 50 bi. Mas uma crítica aplicável a eles é que foram bastante demorados em inserir nas estratégias da Berkshire Hathaway e da Microsoft, suas corporações, os conceitos de responsabilidade social.

Porém, recentemente li em uma revista sobre um dos novos projetos de Gates, que não está mais tão ligado a atividades executivas na Microsoft, ele estaria investindo em projetos educacionais na África e também em pesquisas de combate a Aids. Não acredito que ele ganharia muito dinheiro com projetos educacionais na África, isso pode ser um exemplo de empreendimento social, e descobrir uma vacina para a Aids ia dar uma boa grana, mas veja também o grande benefício social desse projeto, quantas pessoas não sairiam beneficiadas.

No auge da carreira eles decidiram mudar, vale a pena ver essa notícia da Veja Abril, pessoas que decidiram dar uma guinada em suas vidas por uma "causa nobre", talvez de empreendedor tradicional para empreendedor social. Clique aqui e confira.

Na minha opinião se há empreendedorismo social é porque de alguma forma o Estado falhou, pois cabe ao Estado prover as carências sociais de um país, lógico que acredito que a parceria público e privada é necessária e produtiva, mas na minha sincera opinião o empreendedorismo social hoje ganha espaço porque o Estado vem ficando cada vez mais fraco.

E você o que pensa sobre isso?
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quarta-feira, 28 de março de 2012

Da QS 9000 até a ISO/TS 16949 - Gestão da Qualidade Automotiva por Jair Côrtes


Hoje o Jair nos presenteia com mais um artigo interessantíssimo sobre a Gestão da Qualidade Automotiva, com mais de 15 anos de experiência no assunto eu conheci essa fera em uma de minhas consultorias de ISO 9001:2008 e no final das contas aprendi muito mais do ensinei. O Jair conhece muito sobre Gestão Automotiva, principalmente a ISO/TS 16949 e a sua antecessora a QS 9000. Nesse artigo ele nos fala um pouco de ambas e dos seus manuais.

QS 9000

A QS 9000 que foi criada pela Automotive Industry Action Group para atender às três grandes montadoras americanas Chrysler, Ford e General Motors. Hoje a QS 9000 não existe mais, foi substituída pela “Especificação Técnica” ISO/TS 16949.

Na verdade o objetivo da QS-9000 foi de definir os requisitos fundamentais de qualidade para os fornecedores e sub-fornecedores, de peças, serviços e materiais para a Chrysler, Ford e General Motors.

Portanto a QS-9000 é dirigida para garantir a qualidade uniformizando os requisitos específicos das empresas dando ênfase as responsabilidades da documentação e garantia da qualidade em toda a cadeia produtiva. Na homogenização proposta através da QS-9000 foram editados manuais de referência para os fornecedores:

1. QS-9000 - Quality System Requirements

A QS-9000 foi dividida em três seções:

Seção 1 - Requisitos Comuns: incorporado todo do texto (REQUISITOS) da ISO 9001 mais o complemento destinado das indústrias automotivas;

Seção 2 - Requisitos Complementares: inclui todos os requisitos da ISO e os específicos do setor automotivo. Como, por exemplo, os Manuais de Referência da QS-9000;

Seção 3 - Requisitos Específicos dos Clientes: contém requisitos únicos de cada uma das três montadoras.
NOTA: Os Manuais de Referência continuam existindo, sendo revisados periodicamente e adotado pela ISO-TS, como requisito.


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2. Advanced Product Quality Planning and Control Plan (APQP)

Estabelece as etapas, procedimentos e documentação necessários, durante o desenvolvimento do produto, para assegurar a qualidade exigida pelo cliente. É um modelo de referência para o processo de desenvolvimento de produto a ser adotado pelos fornecedores e sub-fornecedores das montadoras automobilísticas.

3. Failure Mode and Effects Analysis (FMEA)

Define uma metodologia e um padrão para a aplicação do FMEA, procurando diagnosticar potenciais falhas que poderiam influenciar na performance do produto.

4. Measurement Systems Analysis (MSA)

Determina os requisitos necessários para a avaliação dos meios de medição.

5. Statistical Process Control (SPC)

Define procedimentos para o controle estatístico dos processos, estudos iniciais de processo e estudos estatísticos da produção em série.
SPC é a ferramenta indispensável para organização que busca um controle estatístico de processos - (CEP em português).  Auxilia fundamentalmente na análise detalhada dos resultados bem como na tomada de ações preventivas e corretivas para melhoria contínua.

6. Production Part Approval Process (PPAP)

Este manual contém os requisitos necessários para a elaboração e estabelece a composição de um pacote de registros e documentos a serem mantidos em condições de consulta em quanto a peça for considerada ativa e mais um tempo de guarda (arquivada) de acordo com as necessidades dos requisitos específicos de cada Cliente. Processo de Aprovação de Produção de Peça (PAPP em português).

7. Quality System Assessment (QSA)

Contém os requisitos de conformidade da norma QS-9000 (Check-list).




Quer saber mais sobre ISO TS 16949 - Então veja outros posts relacionados:


Planilhas de PPAP e APQP


Um modelo de Procedimento com formulários para PPAP



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terça-feira, 27 de março de 2012

Gestão por Vicente Falconi - Conheça o maior desdobramento de metas do mundo


Ele é um dos grandes mestres da Gestão Brasileira, seus livros já foram entregues como prêmios aqui no Total Qualidade por que todos sabemos o quanto esse gênio pode agregar na formação de nós profissionais, ontem estava vendo um video no Youtube que achei muito interessante e oportuno compartilhar aqui no blog. Trata-se de um comentário feito pelo Falconi sobre o desdobramento de metas. Para ele, todos os gestores devem receber pelo menos uma meta, pois sem meta não há liderança e nem gerenciamento.

O desdobramento de metas também já foi comentado aqui no Blog, a própria ISO 9001 :2008 estabelece que a Política da Qualidade deve ser desdobrada em objetivos e indicadores (que devem ser mensuráveis).

Assista ao video e veja como Falconi contribui para criar o maior desdobramento de metas no Brasil quando passamos pela crise energética de 2000 e tivemos que economizar luz.




As metas devem conter objetivo, prazo e valor. Quero perder peso, vou perder em 3 meses 7 kg. E metas são importantes para qualquer sistema, empresa ou lar. Aprenda a viver com metas, a cobrar dos subordinados, parceiros, filhos e também a cobrar a si mesmo.
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segunda-feira, 26 de março de 2012

SiAC Comentado - 4.2. Requisitos de documentação

Já apresentamos no Total Qualidade os comentários sobre cada requisito da norma ISO 9001:2008. Agora vamos iniciar também uma série de comentários sobre os requisitos do PBQPh. Esses comentários foram feitos para os requisitos do referencial normativo SiAC - Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras da Construção Civil do PBQPh - Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat no nível A. Antes de tudo recomendo que você leia os posts que introdutórios que já fizemos sobre o PBQPh:



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4.2. Requisitos de documentação

4.2.1. Generalidades

A documentação do Sistema de Gestão da Qualidade deve ser constituída de modo evolutivo, de
acordo com os níveis de certificação obtidos, devendo incluir:

a) declarações documentadas da política da qualidade e dos objetivos da qualidade;
b) Manual da Qualidade (ver 4.2.2) e Planos da Qualidade de Obras (ver 7.1.1);
c) procedimentos documentados requeridos pelo presente referencial;
d) documentos identificados como necessários pela empresa construtora para assegurar a efetiva
operação e controle de seus processos;
e) registros da qualidade requeridos por este referencial (ver 4.2.4).

Nota 1: Em todos os requisitos, sempre que constar que a empresa construtora deve estabelecer procedimento documentado , significa que ela deve: elaborar, documentar, implementar e manter estes procedimentos.

Nota 2: A abrangência da documentação do Sistema de Gestão da Qualidade de uma empresa construtora pode diferir do de uma outra devido:

a) ao tamanho e subsetor de atuação;
b) à complexidade dos processos e suas interações;
c) à competência do pessoal.

Nota 3: A documentação do Sistema de Gestão da Qualidade pode estar em qualquer forma ou tipo de meio de comunicação.

Comentários:

Nesse requisito é apresentado de maneira geral toda a documentação necessária para se estabelecer um Sistema de Gestão da Qualidade na construção Civil. Primeiramente é necessário estabelecer uma política da qualidade e depois desdobrá-la em objetivos da qualidade, a política é estabelecida e comunicada pela Alta Direção de uma organização construtora conforme veremos com mais detalhes no requisito 5.3

É necessário manter um Manual da Qualidade contendo a referência a todos os procedimentos, subsetores e processos do Sistema de Gestão da Qualidade da empresa, assim como Planos de Qualidade de Obra (PQO) para cada obra da empresa.

É necessário manter também procedimentos, instruções de serviço de execução controlados, instruções de materiais controlados (como armazenar, especificar e inspecionar, as famosas tabelas TAM, TEM e TIM).
TAM - Tabela de Armazenamento de Materiais (define como armazenar os materiais controlados);
TEM - Tabela de Especificação de Materiais (define como devem ser especificados materiais controlados);
TIM - Tabela de Inspeção de Materiais ( define como devem ser inspecionados os materiais controlados).

Devem ser mantidos, também, registros que evidenciam a realização de atividades do sistema de gestão como inspeções, calibrações, auditorias internas, análises críticas, contratações, avaliação de desempenho, dentre outros registros que são exigidos ao longo do referencial normativo.

Na ISO 9000:2005 Sistemas de gestão da qualidade - fundamentos e vocabulário - Registros são documentos que apresentam resultados obtidos ou fornece evidência de atividades realizadas.

E o mais importante é que, em função do tamanho da empresa, número de obras, etc a documentação poderá ter um volume maior e poderá estar em qualquer formato, tanto eletrônico quanto impresso.

Nos próximos requisitos veremos com mais detalhes cada item da documentação necessária ao SGQ de uma construtora que atende ao PBQPh.
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domingo, 25 de março de 2012

Artigos semanais sobre Gestão da Qualidade


Todo domingo no Total Qualidade agora é assim, vamos separar cinco artigos relacionados a nossa área de atuação para que você possa começar a semana lendo e refletindo sobre a melhoria da qualidade no seu ambiente de trabalho e ambiente de vida. Contamos com o seu apoio, re-enviando este e-mail para outras pessoas ligadas a nossa área de atuação para fortificarmos ainda mais essa corrente.

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Entenda o requisito 7.6 da ISO 9001 através de comentários e aproveite para baixar um modelo de planilha de controle de status de calibração e verificação de equipamentos. (Leia mais)



O PPAP - Processo de Aprovação da Peça de Produção - é um processo da indústria automobilística que visa o estabelecimento de um padrão entre as empresas desse segmento, seus fornecedores de peças, componentes e subcomponentes. (Leia mais)


No campo de Gestão da qualidade existem muitas vagas disponíveis e o salário médio deste profissional pode girar entre R$ 5 mil e R$ 13 mil. Vi essa matéria em O GLOBO nesta semana e achei relevante comentar aqui no Total Qualidade. É notório como nossa área vem ganhando cada vez mais espaço. (Leia mais)




Descrever uma atividade qualquer através de textos pode ser uma tarefa complicada e de difícil comunicação, em muitos casos é melhor utilizar um diagrama. A vantagem do fluxograma é que ele permite uma rápida visualização da tarefa que está sendo descrita, você consegue ter uma visão do todo e também de cada parte menor. (Leia mais)



Saiba um pouco mais sobre os importantes 3 R´s - Reduzir, Reutilizar e Reciclar e veja também algumas dicas práticas para sua aplicação . (Leia mais)


Divulgue a qualidade em seu ambiente de trabalho , re-encaminhe o e-mail que você recebe do Total Qualidade para pessoas ligadas a área e contribua para a maior divulgação da qualidade e da norma ISO 9001:2008 no Brasil.
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sexta-feira, 23 de março de 2012

PBQPh comentado - requisitos do SiAC nível A - Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras da Construção Civil

Já apresentamos no Total Qualidade os comentários sobre cada requisito da norma ISO 9001:2008. Agora vamos iniciar também uma série de comentários sobre os requisitos do PBQPh. Esses comentários foram feitos para os requisitos do referencial normativo SiAC - Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras da Construção Civil do PBQPh - Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat no nível A. Antes de tudo recomendo que você leia os posts que introdutórios que já fizemos sobre o PBQPh:



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Requisito 4 Sistemas de Gestão da Qualidade

4.1 Requisitos Gerais

Para implementar o Sistema de Gestão da Qualidade, a empresa construtora deve atender em seu planejamento de implantação do SGQ os requisitos abaixo descritos.

A empresa construtora deve:
a) realizar um diagnóstico da situação da empresa, em relação aos presentes requisitos, no início do desenvolvimento do Sistema de Gestão da Qualidade;
b) definir claramente o(s) subsetor(es) e tipo(s) de obra abrangido(s) pelo Sistema de Gestão da
Qualidade;
c) estabelecer lista de serviços de execução controlados e lista de materiais controlados, respeitando se as exigências específicas dos Requisitos Complementares para os subsetores da especialidade técnica Execução de Obras do Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras da Construção Civil (SiAC) onde atua;
d) identificar e gerenciar os processos necessários para o Sistema de Gestão da Qualidade e sua
aplicação por toda a empresa construtora (ver 1.2);
e) determinar a seqüência e interação destes processos;
f) estabelecer um planejamento para desenvolvimento e implementação do Sistema de Gestão da Qualidade, estabelecendo responsáveis e prazos para atendimento de cada requisito e obtenção dos diferentes níveis de certificação;
g) determinar critérios e métodos necessários para assegurar que a operação e o controle desses
processos sejam eficazes;
h) assegurar a disponibilidade de recursos e informações necessárias para apoiar a operação e
monitoramento desses processos;
i) monitorar, medir e analisar esses processos;
j) implementar ações necessárias para atingir os resultados planejados e a melhoria contínua desses processos.

A empresa construtora deve gerenciar esses processos de acordo com os requisitos deste referencial.

Quando a empresa construtora optar por adquirir externamente algum processo que afete a conformidade do produto em relação aos requisitos, ela deve assegurar o controle desse processo. O controle de tais processos deve ser identificado no Sistema de Gestão da Qualidade.


Comentários:

Para implantar um sistema de gestão da qualidade que atenda o PBQPh (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat) torna-se necessário realizar um diagnóstico da situação da empresa frente aos seus requisitos, verificando quais processos e procedimentos já estão conformes. É desejável neste levantamento realizar também o registro do estágio de andamento das diferentes obras do escopo de certificação visado. Recomendo realizar esse registro em um documento a ser mantido no Sistema de Gestão, auditores de certificadoras costumam cobrar evidências deste diagnóstico.

Os subsetores devem estar definidos, veremos com mais detalhes a frente que eles são Edificações, Saneamento Básico, Execução de Obras Viárias e Execução de Obras de Arte Especiais.

Uma lista de serviços de execução controlados deve ser estabelecida , exemplos de serviços são, emboço, alvenaria, contrapiso, pintura, instalações elétricas, etc de acordo com requisitos específicos para o subsetor definido. E deve ser estabelecida também uma lista de materiais controlados, por exemplo, cal, areia, cimento, tijolos, brita, tintas, etc.

Uma abordagem de processos deve ser implementada através de um sistema de processos, veja a seguir mais sobre:


É necessário também definir um cronograma, eu estabeleço em uma planilha a relação entre as áreas, os requisitos e os prazos de atendimento. Você pode adotar como estratégia ir do nível D, até o nível A, de forma gradativa, em geral as empresas já têm ido diretamente para o nível A, veja essa estatística do site do PBQPh.


A organização deverá também definir indicadores, procedimentos e instruções de trabalho com critérios de aceitação bem definidos, e fornecer os recursos necessários para a execução das obras como por exemplo, infra-estrutura, canteiro de obras, máquinas, equipamentos de monitoramento e medição, computadores, pessoal qualificado, etc.

A organização deverá medir o resultado desses processos através de indicadores e tomar ações corretivas em caso de desvios.

Em caso de terceirizar atividades impactantes na qualidade do produto final como, por exemplo, projeto, serviços de engenharia, execução de instalações elétricas, a construtora deve deixar isso claro nos seus procedimentos e instruções de trabalho e manter um controle rígidos sobre esses terceiros.

Os processos e procedimentos deverão ser estabelecidos tendo como base o referencial SiAC. Então, na hora de avaliar e documentar o processo de compras, metrologia, comercial, recursos humanos, direção, e os demais, será necessário avaliar os requisitos desta norma para estabelece-los de acordo com suas diretrizes.

No próximo requisito veremos quais documentos são necessários para implementar o Sistema de Gestão da Qualidade da organização construtora.
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quarta-feira, 21 de março de 2012

Clube de Vantagens do Total Qualidade: Descontos em cursos, livros, DVD´s, consultorias e materiais sobre ISO 9001:2008



Pessoal, está no ar o clube de vantagens do Total Qualidade o endereço é http://vantagensqualidade.blogspot.com/. Ele é um espaço para divulgação exclusiva de produtos e serviços ligados a norma ISO 9001 com desconto. Já existem ofertas com mais de 50% de desconto. Aproveite para deixar sua sugestão de treinamento para buscarmos oportunidades e divulgarmos em nosso clube respondendo a um questionário que fizemos no Survey Monkey, intitulado "Quais produtos e serviços você gostaria de ver em nosso clube de vantagens?"


Quer divulgar produtos e serviços com desconto em nosso clube? O email de contato é vantagens@totalqualidade.com.br.

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Boa sorte e aproveite essa oportunidade para capacitar seus colaboradores e a você também.
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Certificação em PBQPh nível A para construtoras


Duas semanas atrás eu consegui levar uma empresa construtora a certificação PBQPh - Nível A do subsetor edificações. A consultoria foi feita durante 9 meses na cidade de Campos dos Goytacazes, no interior do Estado do Rio de Janeiro. A auditoria durou 4 dias e mais uma vez, graças a Deus e a um forte trabalho, no final o resultado foi satisfatório e recebemos a recomendação para certificação. O certificado foi tanto no Nível A do SiAC, quanto na norma ISO 9001:2008. No PBQPh, quando você implanta o nível A do Siac, que é muito similar a ISO 9001 você também pode optar por uma auditoria nas duas normas.

Implantar um Sistema de Gestão da Qualidade na construção civil não é um desafio fácil. Outros segmentos do mercado brasileiro muito representativos como, por exemplo, a indústrial naval, automotiva e do petróleo gás, onde já tive outras experiências com a norma ISO 9001:2008, já possuem o costume de serem auditados frequentemente por organismos certificadores, sejam auditorias de produtos, processos ou sistemas. Mas na construção civil isso ainda não é uma constante no Brasil, essas empresas não estão acostumados com controles rigorosos de qualidade em seus principais processos como compras, projetos, recursos humanos, engenharia, planejamento, execução e comercial.

A rotatividade da mão de obra na construção civil também é um fator muito preocupante, hoje as construtoras estão competindo por mão de obra, e não mais por clientes. Têm ficado mais caro manter profissionais como pedreiros, carpinteiros, serventes, pintores, etc. Eles não ficam muito tempo nas empresas e o esforço em treinamentos e conscientização aumenta muito.

E como a cadeia produtiva em geral é puxada pelas empresas construtoras a baixa maturidade em gestão da qualidade também está presente na maioria dos fornecedores deste segmento, como projetistas, fornecedores de materiais e serviços de execução de obras.

Conversando com auditores sobre a evolução da importância e atendimento ao requisitos dessas normas na construção civil, tive uma positiva informação de que estamos evoluindo, e que o programa implantado pelo Ministério das Cidades têm surtido um efeito benéfico em nosso sistema produtivo, transformando a forma como as empresas do segmento têm encarado a qualidade, seus conceitos, princípios, ferramentas e técnicas. Isso já é uma boa notícia, sinal de que não estamos parados.

Quer saber mais sobre custos de consultoria, certificação e detalhes mais específicos da implantação do PBQPh pode entrar em contato através de meu email jose.rigoni@yahoo.com.br.

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Vamos a partir deste post, iniciar uma série de posts comentando o referencial normativo SiAC, Sistema de Avaliação da Conformidade do PBQPh Nível A (o mais completo dos níveis). Essa série de comentários será muito similar a que fizemos sobre os requisitos da norma ISO 9001:2008.
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terça-feira, 20 de março de 2012

QUALIDADE SEM MEDO!

Mais um e-book para a lista de E-books do Total Qualidade, dessa vez quem nos brinda com mais uma publicação neste fantástico mundo da qualidade é o Hayrton Prado, diretor da Revista Banas Qualdiade. O livro não trata apenas de Gestão da Qualidade falando também sobre a Gestão Ambiental. Aqui no Total Qualidade você pode adquiri-lo com um preço especial. O título forte chama atenção e apresenta a seus leitores conceitos de gestão da qualidade, ferramentas da qualidade, custos da qualidade e comentários também sobre a norma ISO 14001. Veja a seguir o Sumário do livro.



SUMÁRIO

· PREFÁCIO
· A GESTÃO DA QUALIDADE SEM MEDO
- LINK: UMA APRESENTAÇÃO EM POWER POINT SOBRE GESTÃO DA QUALIDADE
· AS FERRAMENTAS DA QUALIDADE
- LINK: EXPLICAÇÕES MAIS DETALHADAS SOBRE AS FERRAMENTAS DA QUALIDADE
- LINK: UMA APRESENTAÇÃO EM POWER POINT SOBRE AS FERRAMENTAS BÁSICAS DA QUALIDADE
· UM EXEMPLO DE QUALIDADE? E O QUE É MARCA DE CONFORMIDADE
· GESTÃO AMBIENTAL
- A NORMA ISO 14001 COMENTADA
- LINK: UMA APRESENTAÇÃO EM POWER POINT SOBRE A ISO 14001
· QUALIDADE EM SERVIÇOS
· CUSTOS EMPRESARIAIS E CUSTOS DA QUALIDADE
- LINK: UMA APRESENTAÇÃO EM POWER POINT SOBRE OS CUSTOS DA QUALIDADE

Saiba mais sobre o autor.

HAYRTON RODRIGUES DO PRADO FILHO

Estudou geologia na USP
É formado em Jornalismo pela Faculdade Casper Libero
Especializou-se nas áreas de Qualidade, Planejamento, Custos, Produtividade e Responsabilidade Social
Colaborador de diferentes publicações no Brasil e no exterior
Pesquisador de jornalismo eletrônico e editor do JORNAL DIGITAL BANAS QUALIDADE (uma nova mídia)
Diretor editorial e de internet das revistas BANAS QUALIDADE e METROLOGIA & INSTRUMENTAÇÃO


Preço do e-book:
Apenas R$ 22,00 (envio do arquivo por e-mail em até 24 horas depois de confirmado o pagamento)


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Fluxograma Matriz SIPOC - aprenda a fazer este fluxograma

A Matriz Sipoc é uma forma de visualização mais detalhada de um fluxograma, eu particularmente, na hora de elaborar meus fluxogramas gosto de apresentá-los utilizando essa matriz pois a relação entre os diferentes processos, seus clientes e resultados são melhor visualizados, é uma forma mais completa de visualizar um fluxograma de informação. As informações da Matriz SIPOC são:

Suplliers - Fornecedores - Aqueles que alimentam o processo;
Inputs - Entradas/Insumos - O que entra no processo para ser processado, documentos, materiais, etc;
Process - Processos - A atividade de transformação que aplicada a uma entrada vai gerar uma saída;
Outputs - Saídas/Resultados - Resultado de um processo de transformação;
Consumers or customers - Consumidores ou Clientes - Clientes do processo.

Vamos ver um exemplo de uma empresa de construção de móveis sob medida, ela geralmente recebe pedidos de clientes e uma equipe de projeto deve ir ao local para fazer o levantamento das medidas e a análise das informações. De posse dessas informações a equipe de montagem prepara o móvel para a instalação in loco pela equipe de instalação. Esse mesmo exemplo foi usado para a construção do Mapa de Processos.


Note que nem todos os campos precisam ser preenchidos. Alguns campos por serem implicitos eu evito o preenchimento, quando sentir necessidade complete os campos, o principal é que a comunicação não seja prejudicada. Veja o exemplo:




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Disponibilizamos uma planilha Fluxograma Matriz SIPOC que você poderá baixar e adotar em sua empresa.  Está disponível em nosso ambiente de downloads.






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Fatores Motivacionais e Fatores Higiênicos de Herzberg


Fazendo uma nova leitura do livro Administração de Produção e Operações do Carlos e Henrique Corrêa, li um comentário interessante sobre os fatores motivacionais e higiênicos de Herzberg, algo que pode ser diretamente relacionado a ferramenta 5S. Herzberg propôs a existência de dois grupos de fatores que influenciam na motivação de pessoas nas organizações: fatores higiênicos e fatores motivacionais.

Fatores higiênicos são fatores que , quando ausentes ou não satisfatoriamente atendidos, promoverão a insatisfação e, portanto, desmotivarão os indivíduos, comprometendo seu desempenho. São exemplos de fatores higiênicos:

Políticas da administração e da organização;
Condições de trabalho;
Supervisão;
Relações Interpessoais;
Remuneração;
Status;
Segurança.

Os fatores higiênicos quando presentes na melhor das hipóteses, evitam a insatisfação. Não contribuem para a promoção da satisfação do indivíduo. A promoção da satisfação advém dos fatores motivacionais, e não dos fatores higiênicos.

Os fatores motivacionais são fatores que quando presentes, aumentam a satisfação e, portanto, a motivação e, consequentemente, o desempenho dos indivíduos. São fatores motivacionais:

A conquista;
O reconhecimento;
O próprio trabalho;
A responsabilidade;
O avanço na carreira;

A idéia é manter no ambiente o atendimento a todos os fatores higiênicos e explorar os fatores motivacionais como forma de manutenção e melhoria contínua do ambiente de trabalho.

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