ISO 9001:2008 em uma Organização Militar
Sistemas de Gestão da
Qualidade e a sobrevivência das Instituições Militares
Como sabemos as Instituições Militares ainda relutam, em expor de maneira
transparente suas organizações, fato que começou a mudar a partir do início
deste século, pois essas Instituições começaram a perceber um desacerto em
relação às atuais e modernas técnicas de gerir uma Corporação, o que gerava um
problema denominado “Gestão”, pois seus administradores foram ensinados e
doutrinados a comandar sob uma forte e rígida hierarquia.
Felizmente a maioria das Corporações Militares acordou para o problema da
“Gestão” e começaram a criar projetos, programas, ações e prêmios, voltados a
aproximação das mesmas à sociedade, e para tanto deram início à quebra de
paradigmas, comportamentos, criando novas maneiras de gerenciar seus conflitos organizacionais
internos e a expor algumas estratégias, a fim de reconquistar e atrair, agora,
seus “clientes”.
Entretanto, como se é de esperar alguns equívocos ocorreram, pois para
Corporações centenárias, a resistência a novas maneiras de gerenciar seus
negócios torna-se uma realidade difícil de ser ultrapassada, pois devemos lembrar
que na base da formação do Oficial (profissional responsável pelo comando de
organização militar) existe forte influência em formar um profissional voltado
para a visão Institucional e nem tanto à Empresarial.
Neste processo de novas estruturas gerenciais surge a atual NBR ISO
9001:2008, que desde 1987, em sua 1ª
versão, promove uma solução estratégica para a modernização de qualquer tipo de
organização, tornando-se uma ferramenta e subsidio para governos criarem seus
programas permanentes de produtividade e qualidade, como é o caso do Estado de
São Paulo, criado em 1991 pelo então Governador Mário Covas.
Em consonância a nova tendência de implantar modelos de gestão, comandantes
de organizações militares, criadas para executar funções administrativas e
operacionais de suas Instituições decidiram por implantar tais modelos, a fim
de continuarem a desenvolver seus serviços com eficiência, eficácia e
efetividade, garantindo assim a existência da organização, evidenciando que continuam
alinhadas aos anseios exigidos pela sociedade contemporânea.
No entanto, em nosso país existe uma dificuldade enorme em compreender e aplicar
o conceito de “Efetividade",
refletindo também em Instituições Militares, onde a alternância de comandantes
é constante, tornando a resistência à continuidade em manter e melhorar sistemas de gestão implementados, promovendo
a desconfiança e insegurança da sociedade no momento em que ela mais precisa de
serviços públicos de qualidade.
A sobrevivência das Instituições Militares que implementam sistemas de
gestão da qualidade, está justamente no desafio da continuidade de seus
sistemas e assim compreender que serão necessários ciclos de implementação,
sendo este um caminho sem volta na busca da melhoria contínua de seus processos,
pois de outra maneira não poderão prestar serviços públicos de qualidade, sejam
eles administrativos ou operacionais a seus clientes, a sociedade.
É preciso entender que modelos de gestão são apenas ferramentas que podem
melhorar a eficiência e eficácia de organizações privadas ou públicas, civis ou
militares e como toda ferramenta deve ser implementada de maneira gradativa, séria
e responsável para trazer resultados consistentes, duradouros e confiáveis, o
que exigirá de qualquer novo administrador ou comandante a efetividade de tais
modelos.
Marcos Roberto Silva das Dores
Tecnólogo em Gestão da Qualidade
Auditor Líder ISO 9001, 14001 e OHSAS 18001
mr-dores@bol.com.br
REFERÊNCIAS:
http://pt.m.wikipedia.org/wiki/ISO_9000;
Dicionário Rider – versão eletrônica – s.f. 1 Qualidade de efetivo. 2 Atividade real. 3 Resultado verdadeiro. 4 Existência; realidade.
Dicionário Rider – versão eletrônica – s.f. 1 Qualidade de efetivo. 2 Atividade real. 3 Resultado verdadeiro. 4 Existência; realidade.










1 comentários:
Esse tema é muito interessante, e certamente instituições militares são um ambiente onde a disciplina e o seguimento de padrões é muito importante. E em muitos casos a implantação da ISO 9001 necessita um pouco desses fatores.
6 de fevereiro de 2013 08:52Parabéns!
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